Venda de arte contemporânea na Christie's é o maior leilão da história

quinta-feira, 16 de maio de 2013 10:06 BRT
 

Por Chris Michaud

NOVA YORK, 16 Mai (Reuters) - Os leilões da primavera boreal terminaram com recorde na quarta-feira: a venda de arte contemporânea da Christie's arrecadou 495 milhões de dólares, maior valor na história dos leilões de arte. Recordes individuais para artistas caíram um atrás do outro, e Jackson Pollock, Roy Lichtenstein e Jean-Michel Basquiat tiveram obras vendidas na faixa de 49 a 58 milhões de dólares.

Dos 70 lotes oferecidos, só 4 não encontraram comprador. O total arrecadado ficou em impressionantes 495.021.500 dólares, incluindo comissões. A estimativa pré-venda, já bastante elevada, era um pouco superior a 400 milhões.

"Estamos em uma nova era no mercado de arte", disse o leiloeiro Jussi Pylkkanen, presidente da Christie's na Europa. "Há uma concorrência global que nunca vimos antes na arte mundial."

A obra mais cara do leilão foi "Number 19, 1948", de Jackson Pollock, com seu característico estilo usando respingos de tinta. A tela saiu por 58,4 milhões de dólares, quase o dobro da estimativa pré-venda.

"Woman with Flowered Hat", de Lichtenstein, tinha estimativa de 30 milhões e saiu por 56,1; "Dustheads", de Basquiat, ficou por 48,8 milhões, o que é quase o dobro do recorde anterior para o artista.

Pylkkaneen disse que "chegamos a um estágio em que é muito difícil avaliar os preços" para obras de grandes artistas. Segundo ele, o interesse de pessoas muito ricas pela arte contribui para essa inflação do mercado.

O resultado foi expressivo também para obras menos conhecidas do leilão. Funcionários da Christie's pareceram surpresos com a quantidade de colecionadores dispostos a darem lances superiores a 20 milhões de dólares.

Dos cerca de 40 artistas representados, 15 obtiveram recordes individuais, incluindo Piero Manzoni, Richard Serra, Philip Guston e Joseph Cornell, cujo "Magic Soap Bubble Set", avaliado previamente em 600 mil dólares, saiu por mais de 4,7 milhões.

Steven Murphy, executivo-chefe da Christie's Internacional, disse que novos colecionadores estão aquecendo o mercado. De acordo com ele, "25 por cento dos nossos compradores no ano passado eram novos na Christie's (...), e quatro ou cinco dos principais lotes desta noite foram para pessoas que nunca haviam comprado aqui antes".

 
Visitante olha quadro “Dustheads” de Jean-Michel Basquiat (1982) durante exibição prévia de Arte Contemporânea e Pós-Guerra da casa de leilões Christie’s, em Nova York. Os leilões da primavera boreal terminaram com recorde na quarta-feira: a venda de arte contemporânea da Christie's arrecadou 495 milhões de dólares, maior valor na história dos leilões de arte. 03/05/2013 REUTERS/Mike Segar