ESTREIA-"Massacre da Serra Eletrica" volta a assustar com recursos 3D

quinta-feira, 16 de maio de 2013 15:44 BRT
 

SÃO PAULO, 16 Mai (Reuters) - Poucos personagens do terror contemporâneo conseguiram tanta notoriedade quanto Leatherface, o assassino psicótico do clássico de Tobe Hooper, "O Massacre da Serra Elétrica" (1973). Membro de uma família doentia, que canibalizava azarados que chegassem perto de suas propriedades, Jed (nome de infância) tinha também o requinte de costurar a pele de suas vítimas no rosto para disfarçar suas imperfeições.

Apesar de irregular, a produção foi um sucesso estrondoso na década de 1970 pela competência de Hooper. Ele trouxe recursos mais experimentais ao gênero, criando uma ambientação e efeitos que seriam amplamente copiados por outros cineastas, em especial, a tensão narrativa desde os créditos iniciais. Além disso, o diretor apresentou toda a história como verídica, causando um frenesi no público.

O sucesso trouxe, claro, a oportunidade de transformar a produção em uma rentável franquia. Porém, sem a essência de inovação ou mesmo o charme do limite orçamentário, as sequências lançadas ao longo das décadas seguintes foram, no fim, grandes equívocos.

Mesmo os filmes que apenas aproveitaram descaradamente a fama de Leatherface, como "O Massacre da Serra Elétrica - O Retorno" (com Renée Zellweger e Matthew McConaughey), em 1994, caíram no esquecimento pela falta de qualidade.

Não seria o caso de acreditar na exaustão do argumento e do seu personagem principal? Não para Tobe Hooper, que a partir de 2003 dá início a uma nova franquia literalmente do zero. Além da refilmagem do original (2003), produz também "O Massacre da Serra Elétrica: O Início" (2006), sobre a gênese de Leatherface, e agora "O Massacre da Serra Eletrica 3D: A Lenda Continua".

Como o título indica, trata-se da continuação exata do primeiro filme, a partir dos acontecimentos seguintes à fuga da única sobrevivente. Curiosamente, Hooper utiliza no início os trechos do filme original e não de sua refilmagem, para situar o espectador no espaço e no tempo. Fato que torna tudo um tanto saudosista, apesar de estar em 3D.

Depois dos incidentes, a polícia cerca a casa da família Sawyer e pede para que entreguem Leatherface. A população local, no entanto, prefere a justiça imediata: queima a casa e atira nos moradores. Apenas um bebê é poupado do linchamento, ao ser levado secretamente por um casal que fazia parte do bando caipira.

Duas décadas se passam, até Heather (Alexandra Daddario, de "Percy Jackson e o Ladrão de Raios") receber uma carta sobre a herança de uma avó, da qual nunca ouvira falar. Criada em outro Estado, jamais foi informada de sua verdadeira família, ou dos acontecimentos da década de 1970. Após confrontar os pais, agora sabidamente adotivos, parte para o Texas com um grupo de amigos para investigar sua ascendência.

Ao chegar ao local, Heather recebe do advogado Farnsworth (Richard Riehle) os papéis e a chave da mansão da família, sem saber que a avó escondia um segredo "de sangue" no porão da casa. A trama então segue um duplo conflito: se de um lado deve lidar com a insanidade de Leatherface, de outro, deverá vingar sua família dos outros monstros que a assassinaram.   Continuação...