30 de Maio de 2013 / às 17:38 / 4 anos atrás

ONU recomenda que grandes empresas divulguem impactos ambientais

Por Alister Doyle

OSLO, 30 Mai (Reuters) - Grandes empresas deveriam divulgar seus impactos ambientais junto com seus balanços financeiros, cumprindo um plano da Organização das Nações Unidas (ONU) para estimular o crescimento econômico e aliviar a pobreza até 2030, segundo recomendações apresentadas na quinta-feira por uma comissão de líderes mundiais.

O grupo de 27 integrantes --entre os quais David Cameron, primeiro-ministro britânico, e o presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono-- foi encarregado de fazer propostas de metas mundiais a serem atingidas até 2030, sucedendo às Metas de Desenvolvimento do Milênio, com foco na redução da fome e da pobreza, que expiram em 2015.

A Reuters teve acesso a uma versão preliminar do relatório, com cerca de cem páginas, a ser divulgado oficialmente ainda na quinta-feira, em Nova York.

O texto diz que “sem sustentabilidade ambiental não podemos acabar com a pobreza; os pobres são afetados demais por desastres naturais, e dependentes demais dos oceanos, florestas e solos que estão em deterioração”.

Entre as recomendações estão a obrigatoriedade de que empresas com capitalização de mercado superior a 100 milhões de dólares divulguem balanços sociais e ambientais. Atualmente, cerca de um quarto das empresas fazem isso, segundo o relatório.

“O mesmo princípio deve se aplicar aos governos”, acrescenta o texto. “Os balanços nacionais para efeitos sociais e ambientais devem ser tornados comuns até 2030.”

No ano passado, a Grã-Bretanha se tornou o primeiro país a obrigar as grandes empresas a publicarem suas emissões de gases do efeito estufa como parte dos seus balanços. A exigência atualmente se aplica a 1.800 empresas com ações na Bolsa de Londres.

Também para 2030, a comissão da ONU recomenda duplicar a participação das energias renováveis na matriz energética mundial, reduzindo o uso de combustíveis fósseis e duplicando o ritmo de melhoria da eficiência energética em edifícios e transportes.

Atualmente, cerca de 13 por cento da energia mundial vem de fontes renováveis, como a hidrelétrica, a eólica e a solar, segundo a Agência Internacional de Energia.

O texto diz que “as metas sugeridas são aquelas às quais a humanidade aspira”. “Elas não seriam juridicamente vinculantes, mas podem ser monitoradas de perto.”

Reportagem adicional de Nina Chestney em Londres

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below