Estilista John Galliano diz que não quis fazer comentários anti-semitas

terça-feira, 4 de junho de 2013 19:14 BRT
 

NOVA YORK, 4 Jun (Reuters) - O estilista John Galliano, que foi demitido pela grife francesa Christian Dior depois de fazer fortes comentários anti-semitas, diz que não é racista e passou os últimos anos tentando reparar suas palavras e ações.

Em entrevista à revista Vanity Fair, descrita como a primeira que ele concede desde os eventos de 2011, Galliano falou sobre o modo como a bebida e o uso de drogas o levaram a seu raivoso comportamento com clientes de um café em Paris.

"Foi a pior coisa que eu disse na minha vida, mas eu não quis dizer isso", afirmou Galliano. "Eu tenho tentado descobrir por que aquela raiva foi direcionada para essa raça."

Apesar da condenação por seus comentários e de estar sendo evitado por muita gente no mundo da moda, Galliano, de 52 anos, disse que, embora isso possa parecer bizarro, se sente agradecido pelo que aconteceu.

"Aprendi muito sobre mim. Tenho redescoberto aquele garotinho que teve a fome de criar, que eu acho que eu tinha perdido. Estou vivo", afirmou.

Galliano era um dos estilistas mais famosos de sua geração, tendo criado coleções bem-recebidas para a Dior, até sua demissão.

Um tribunal francês o condenou por proferir "insultos públicos baseados em origem, filiação religiosa, raça ou etnia" em duas ocasiões em um café parisiense e lhe impôs uma multa de 6.000 euros (8.000 dólares), que está suspensa e ele terá de pagar somente se for condenado por uma ofensa semelhante.

(Reportagem de Patricia Reaney)