ESTREIA-"Mundo Invisível" traz a assinatura de grandes diretores mundiais

quinta-feira, 6 de junho de 2013 10:59 BRT
 

SÃO PAULO, 6 Jun (Reuters) - Há algo de hipnótico nos segmentos que compõem "Mundo Invisível", filme coletivo idealizado por Leon Cakoff, falecido no final do ano passado, e Renata de Almeida, respectivamente o criador e a diretora da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Realizado por cineastas celebrados no festival paulistano, o conjunto aborda de forma direta, ou mesmo poética, as mais diversas dimensões invisíveis que perpassam nosso cotidiano. O filme estreia em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Porto Alegre.

A identificação ou proximidade das abordagens depende exclusivamente do estado de espírito de cada espectador. Há o socialmente mordaz "Céu Inferior", de Theo Angelopoulos (de "Paisagem na Neblina"), o enigmático "Gato Colorido", de Guy Maddin ( de "A Música Mais Triste do Mundo"), o divertido "Aventuras do Homem Invisível", da portuguesa Maria de Medeiros (de "Capitães de Abril"), em meio a outros nove segmentos.

Chama atenção também a sensibilidade com que os temas são tratados, como no filantrópico "Ver ou não Ver", de Wim Wenders (de "Asas do Desejo"), ou "O Ser Transparente", da brasileira Laís Bodanzky, um documentário sobre o conceito do "ator invisível", em que a cineasta entrevista a monja budista Coen e a atriz Cássia Kiss. Ou mesmo o alucinante "Kreuko", o elogio à loucura dos brasileiros Beto Brant e Cisco Vasques, com participação especial de Sonia Braga e José Wilker.

Mas nada é mais hipnótico do que a presença do próprio Leon Cakoff na tela grande. Além de participar no ingênuo "Do Visível ao Invisível", do português Manoel de Oliveira, ele é o personagem principal de "Yerevan - O Visível", do canadense de origem armênia Atom Egoyan (de "O Doce Amanhã"). Ao narrar uma história familiar verídica, Cakoff consegue mais uma vez fazer com que sua vida sirva a aproximar o público do cinema de melhor qualidade.

(Por Rodrigo Zavala, do Cineweb)

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