Michael Palin volta a atuar após 15 anos em drama de guerra

terça-feira, 2 de julho de 2013 09:35 BRT
 

LONDRES, 2 Jul (Reuters) - O apresentador de TV britânico Michael Palin está assumindo o seu primeiro papel como ator em mais de 15 anos, atuando em um drama sobre soldados que produzem um jornal a partir dos campos de batalha da Primeira Guerra Mundial.

Palin, de 70 anos, ex-membro do grupo de comédia Monty Python, concentrou sua carreira nas últimas duas décadas em fazer documentários de viagem para TV, tais como "A Volta ao Mundo em 80 dias" e "Polo a Polo".

A emissora britânica BBC disse nesta terça-feira que Palin é um dos membros do elenco de "The Wipers Times", um drama de 90 minutos baseado na história verídica de um jornal satírico produzido por soldados em batalha nas trincheiras em 1916.

O jornal foi iniciado por dois soldados, que encontraram uma prensa nas ruínas bombardeadas de Ypres, na Bélgica, e continuou a ser produzido até o fim do ano, apesar do constante bombardeio e combate.

O nome do jornal surgiu a partir da pronúncia equivocada de Ypres.

"Assim como o Wipers Times original, este novo drama histórico será cheio de piadas, paródias e exemplos incríveis de coragem por trás dos risos", disse a controladora da BBC Two e BBC Four, Janice Hadlow, em comunicado.

O último papel como ator de Palin foi na comédia "Ferocidade Máxima", em 1997, no qual interpretou um policial aposentado dono de um jardim zoológico.

Seu último papel na TV foi no drama "GBH", de Alan Bleasdale, em 1991, no qual interpretou um diretor de escola intimidado por um líder militante de uma assembleia municipal.

"The Wipers Times" foi escrito por Ian Hislop, editor da revista satírica Private Eye, e o roteirista Nick Newman e será veiculado na BBC2 ainda neste ano.

(Reportagem Belinda Goldsmith)

 
Comediante e apresentador Michael Palin em entrevista a uma rádio da BBC em Londres. Palin está assumindo o seu primeiro papel como ator em mais de 15 anos, atuando em um drama sobre soldados que produzem um jornal a partir dos campos de batalha da Primeira Guerra Mundial. 18/05/2013. REUTERS/Philip Brown