4 de Julho de 2013 / às 18:20 / em 4 anos

ESTREIA-"Meu Malvado Favorito 2" mantém boa parte da graça do original

SÃO PAULO, 4 Jul (Reuters) - Em uma época em que as sequências dominam as bilheterias, não é de se estranhar que “Meu Malvado Favorito” (2010) tenha ganhado, merecidamente, a sua.

Encantadora para crianças e com humor pontual (mas certeiro) para adultos, a animação do recente estúdio Illumination conseguiu fincar sua posição em um território dominado majoritariamente pela Pixar (“Toy Story”, “Procurando Nemo”, “Valente”), seguido de longe pela DreamWorks (“Kung Fu Panda”, “Shrek”).

A façanha se deve mais a uma bem elaborada história, do que propriamente à excelência técnica, quesito no qual esta animação perde para seus concorrentes. Mesmo assim, não lhe faltam méritos, até por chegar a este patamar.

O perigo, claro, se encontra no que está por trás das continuações: se o estúdio procura retorno, então que mostre qualidade na técnica e no conteúdo. O fiasco de “Carros 2”, da Pixar, mostra que o público não tolera mais tapeação, por mais bem embalada que esteja.

O roteiro da dupla Cinco Paul e Ken Daurio, que se repete neste segundo longa, convence até certo ponto. O sucesso inegável de “Meu Malvado Favorito” centrava-se na sensível e humana transformação de Gru (Steve Carrel, na versão original, e dublado por Leandro Hassum nas cópias brasileiras), que se autointitulava “o maior vilão do mundo”.

Solitário em suas vilanias quase infantis, que consistiam em assustar crianças e furar filas graças ao seu raio congelante, ele encontra sua bondade, no fim, ao se deparar com as três órfãs Margo, Edith e Agnes.

Usadas como peças em um “diabólico” plano para roubar a lua, elas acabam trazendo ao anti-herói a perspectiva de amor paterno, letárgica devido aos descalabros de sua mãe dominadora (Julie Andrews).

Quando Gru devolve a lua e passa a ser o responsável pelo contagiante trio de órfãs, termina o episódio inicial e começa esta nova aventura. Como ele agora parece ser do bem, acaba convocado, a contragosto, para participar da Liga Anti-Vilões e descobrir quem roubou uma fórmula secreta, que não faz mais que transformar animais de estimação em monstros.

Embora relutante, Gru aceita participar dada a sua nova atitude de pai responsável e ao incansável ímpeto da atrapalhada Lucy (Kristen Wiig e, na versão dublada, Maria Clara Gueiros), que passará a ser sua parceira. O que ele desconhece é que seus fiéis minions (os cômicos seres amarelinhos que roubam todas as cenas) estão sendo sequestrados.

Lucy, desde o início, se mostra a peça que falta no peculiar núcleo familiar. Mas é neste ponto que a dupla Cinco Paul e Ken Daurio se enrosca, ao não dar conta e, por isso, não amarrar bem os três conflitos narrativos principais: a vida em família, o novo elemento amoroso e, claro, capturar o vilão (participação especial de Sidney Magal).

Como sequência, “Meu Malvado Favorito 2” é mais fraco, quando comparado às continuações de seus concorrentes “Toy Story”, “Shrek” ou “Kung Fu Panda”, que recriaram suas narrativas à altura da original. Ainda assim, é contagiante porque consegue passar ao público o humor e, apesar da fantasia, sua ligação com o mundo real.

(Por Rodrigo Zavala, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb

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