Dolce & Gabbana fecham lojas em protesto contra "ridicularização pública"

sexta-feira, 19 de julho de 2013 14:11 BRT
 

Por Isla Binnie

MILÃO, 19 Jul (Reuters) - Os estilistas italianos Dolce & Gabbana fecharam suas lojas de Milão nesta sexta-feira, por um período de três dias, em protesto por terem sido "ridicularizados" após serem condenados por sonegação de impostos, em junho.

As palavras "Fechado por Indignação" foram estampadas na vitrine da loja dos estilistas em uma rua de comércio de luxo em Milão, cidade onde a dupla apresentou sua primeira coleção, em 1985.

Domenico Dolce e Stefano Gabbana receberam penas de prisão de 20 meses por sonegação de impostos relativa aos royalties sobre cerca de 1 bilhão de euros (1,3 bilhão de dólares) recebidos na venda de sua marca para uma holding com sede em Luxemburgo, em 2004. Eles prometeram recorrer.

Seus advogados dizem estar confiantes na derrubada das condenações. É improvável que eles cheguem a passar algum tempo na prisão, dada a complexidade e duração do processo de apelação.

"Nós não estamos mais dispostos a sofrer injustamente as acusações da polícia financeira e da autoridade do imposto de renda, os ataques de ministros e a ridicularização da mídia, a que já somos submetidos há anos", disseram em comunicado.

A dupla afirmou que irá continuar a pagar os salários de seus mais de 250 funcionários em Milão, durante o fechamento temporário de todas as suas nove lojas na cidade.

Transeuntes pararam para ler um artigo exibido na vitrine, no qual um vereador diz que a cidade não deveria permitir que a dupla mostre suas coleções em espaços públicos durante a famosa semana de moda da cidade, em setembro.

"Nós não precisamos ser representados por sonegadores,", disse o vereador Franco D'Alfonso, segundo o artigo.   Continuação...

 
Vitrine da loja da marca Dolce&Gabbana expõe um artigo de jornal como forma de protesto no centro de Milão. Os estilistas italianos Dolce & Gabbana fecharam suas lojas de Milão nesta sexta-feira, por um período de três dias, em protesto por terem sido "ridicularizados" após serem condenados por sonegação de impostos, em junho. 19/07/2013. REUTERS/Alessandro Garofalo