ESTREIA-"As Bem-Armadas" promete ser mais engraçada na continuação

quinta-feira, 19 de setembro de 2013 13:29 BRT
 

São Paulo, 19 Set (Reuters) - Nada é sutil na comédia "As Bem-Armadas", estrelada pela sempre queridinha Sandra Bullock e a adorável comediante Melissa McCarthy. Palavrões, comentários que deixariam vermelhos profissionais que trabalham em defesa de direitos e muito exagero são os ingredientes da produção.

O diretor Paul Feig ("Missão Madrinhas de Casamento") abusa da ideia de "buddy movie" -filmes com duplas de policiais ou detetives como protagonistas- com personagens que, se não dão vergonha, divertem pelo nonsense. O ridículo está exposto e as atrizes parecem divertir-se com isso.

Aqui, Ashburn (Bullock) é uma competente investigadora do FBI que está longe de trabalhar em equipe. Egoísta e exibida, destrata seus colegas a partir de uma presunçosa forma de lidar com criminosos. Prestes a receber uma promoção, precisa mostrar que sabe colaborar com uma parceira.

A policial Mullins (McCarthy), no entanto, não poderia ser mais diferente de Ashburn, com quem é obrigada a trabalhar. Nascida "nas ruas", de uma família irlandesa, Mullins enche a cara, briga sob qualquer pretexto e é considerada maluca por seus pares. A comédia está neste diálogo descabido entre essas duas protagonistas.

O roteiro de Katie Dippold (da série de TV "Parks and Recreation") é o problema da produção. Com duas grandes atrizes, carece de improvisação, pela aparente falta de espontaneidade entre elas. Melissa McCarthy se sai muito bem, mas falta fôlego para Bullock.

No bastidores, as atrizes e a roteirista se tornaram amigas, o que dá chances para a sequência (já anunciada) ser muito melhor. Afinal, nada melhor para uma comédia do que a afinidade entre os humoristas.

(Por Rodrigo Zavala, do Cineweb)

* As opiniões expressas são responsabilidade do Cineweb