Versão musical de cult sobre bulliyng nas escolas estreia em Los Angeles

sexta-feira, 20 de setembro de 2013 13:47 BRT
 

Por Sue Zeidler

LOS ANGELES, 20 Set (Reuters) - Embora o bulliyng na Internet seja a nova arma de assédio entre os adolescentes, uma nova versão musical de "Atração Mortal" ("Heathers", no original), um cultuado filme dos anos 1980, apenas mostra como o colégio de segundo grau mudou muito pouco nos últimos anos.

"Ao observar o show se concretizar em 2013 é impressionante ver 25 anos depois como o comportamento no colegial permaneceu constante e como o comportamento no colegial vai além de seus adolescentes", disse J. Todd Harris, produtor do musical do filme que teve como roteirista Daniel Waters, em 1988.

Embora a sátira de humor negro sobre o amadurecimento, o suicídio de adolescentes e a vida no colegial tenha sido um fracasso de bilheteria, conseguiu aclamação da crítica e lançou a carreira de astros como Winona Ryder, Christian Slater e Shannen Doherty. Waters ganhou o prêmio Edgar Allen Poe de melhor roteiro.

Os produtores do musical esperam atrair os ávidos espectadores da "Atração Mortal" de ontem e arregimentar uma nova plateia para o musical sobre um bando de garotas dominadoras do colegial, todas chamadas Heather, numa fictícia escola de segundo grau do Estado de Ohio.

"Heathers: The Musical", que estreia sábado em Los Angeles no pequeno Hudson Backstage Theater, vendeu todos os ingressos para as apresentações até 6 de outubro.

O show e o filme acompanham a amizade entre os estudantes rebeldes Veronica Sawyer e Jason "J.D." Dean, um forasteiro sociopata, que buscam vingar-se de jovens populares, matando-os e fazendo parecer que as vítimas cometeram suicídio.

Dean planeja explodir todos os alunos da escola, mas é impedido por Veronica e acaba se matando.

Na versão para o palco, Veronica Sawyer será interpretada por Barrett Wilbert Weed, e Dean, por Ryan McCartan.

O musical, que conta com o letrista e escritor Kevin Murphy e o compositor Larry O'Keefe, de "Legalmente Loira", tem músicas com nomes estranhos, como "My Dead Gay Son" e "Our Love Is God", inspiradas pelas cenas e diálogos mais notáveis do filme.

Os criadores tiveram a ideia de fazer o musical em 2007 e, para encená-lo, obtiveram permissão da Lakeshore Entertainment, que comprou o acervo de imagens da New World Pictures, o estúdio que produziu o filme.