Rei espanhol vai precisar de outra cirurgia no quadril

quarta-feira, 25 de setembro de 2013 21:01 BRT
 

MADRI, 25 Set (Reuters) - O rei Juan Carlos da Espanha vai precisar de uma segunda operação no quadril dois meses depois de ser submetido a um procedimento temporário na terça-feira, disseram seus médicos após a cirurgia que classificaram como "um sucesso".

O quinto procedimento cirúrgico em dois anos do rei, de 75 anos, fez ressurgir especulações de que o combalido monarca pode estar próximo de abdicar, o que é negado pelo Palácio Real.

A frágil saúde do rei provocou um debate político sobre a necessidade de uma lei para preencher um vácuo legal em relação aos poderes executivos do príncipe Felipe, quando ele assumir a posição do pai, atual chefe de Estado.

Mas o primeiro-ministro Mariano Rajoy, cujo conservador Partido Popular tem absoluta maioria no Parlamento, disse a repórteres na terça-feira em Nova York não haver "nenhuma razão" para tal lei.

Juan Carlos ajudou a direcionar a Espanha para uma democracia ao final da ditadura de Francisco Franco em 1975, mas uma série de escândalos deteriorou o apoio à família real.

O príncipe Felipe, que não foi atingido por escândalos, representa seu pai em eventos oficiais, mas não tem autoridade para assinar decretos e atos legais.

O Palácio Real disse que o rei estará apto a conduzir tais deveres a partir do hospital e durante a recuperação.

A maioria dos espanhóis gostaria que Felipe assumisse o poder, mostra uma pesquisa publicada este ano, embora o apoio a uma república também tenha crescido.

O rei, que se locomove com bengalas, passou por cirurgia em uma clínica privada em Madri.

(Reportagem de Elisabeth O'Leary)

 
Rei Juan Carlos da Espanha fica em pé com o auxílio de suas bengalas ao comparecer em uma audiência no palácio Zarzuela, nos arredores de Madri. O rei Juan Carlos vai precisar de uma segunda operação no quadril dois meses depois de ser submetido a um procedimento temporário na terça-feira, disseram seus médicos após a cirurgia que classificaram como "um sucesso". 23/09/2013. REUTERS/Sergio Perez