26 de Setembro de 2013 / às 00:11 / 4 anos atrás

Gregos protestam contra fascismo após assassinato de rapper

Manifestantes participam de protesto contra o fascismo em Atenas. Os gregos realizaram protestos em Atenas nesta quarta-feira contra o assassinato de um rapper que combatia o racismo por um seguidor do partido de extrema-direita Aurora Dourada, que, segundo uma nova pesquisa, perdeu um terço do apoio popular devido ao incidente. 25/09/2013.Yorgos Karahalis

Por Karolina Tagaris

ATENAS, 25 Set (Reuters) - Os gregos realizaram protestos em Atenas nesta quarta-feira contra o assassinato de um rapper que combatia o racismo por um seguidor do partido de extrema-direita Aurora Dourada, que, segundo uma nova pesquisa, perdeu um terço do apoio popular devido ao incidente.

A morte de Pavlos Fissas, de 34 anos, provocou indignação em todo o espectro político da Grécia contra um partido amplamente considerado neonazista e cuja popularidade tinha, até agora, o deixado imune a acusações de brutalidade e violência.

O Aurora Dourada nega o rótulo de neonazista e qualquer envolvimento no ataque, e diz ser alvo de uma caça às bruxas depois que o governo começou os esforços para reprimir o partido e sua suposta influência sobre a polícia grega.

Manifestações antifascistas planejadas para coincidir com uma greve do setor público de 48 horas, nesta quarta-feira, ofuscaram a ira no país com as demissões exigidas pelos credores UE e FMI.

Centenas de pessoas começaram a se reunir na praça central Syntagma para um concerto memorial por parte de grupos de hip-hop, alguns segurando cartazes com a inscrição "Fascistas, fora da vizinhança".

"A crise nos pôs de joelhos, mas precisamos dizer um sonoro 'não' ao fascismo, como fizemos em 74", disse Vangelis Georgountzos, de 59 anos, referindo-se à revolta estudantil que levou à derrubada da junta militar que governava a Grécia à época.

Passeatas de estudantes universitários, sindicatos de trabalhadores e grupos de esquerda devem culminar em uma manifestação antifascismo diante do Parlamento, cenário de muitos protestos violentos contra o governo nos últimos anos.

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