ESTREIA-Em "Rota de Fuga", Stallone e Schwarzenegger reciclam aura de heróis

quinta-feira, 10 de outubro de 2013 20:08 BRT
 

SÃO PAULO, 10 Out (Reuters) - Desde que voltaram realmente à ativa, a partir do cômico-nostálgico "Os Mercenários", Sylvester Stallone e Arnold Schwarzenegger deixaram claro que ainda têm muita disposição para retornar ao panteão dos heróis de ação. E "Rota de Fuga" nada mais é que a confirmação de que o projeto já está em prática.

Espera-se portanto o de sempre: poucas palavras, muita pancadaria e tiros para todos os lados. O que não falta nesta produção protagonizada pela dupla, que por anos quis trabalhar junta, mas não conseguiu mais do que uma participação especial do ator austríaco na franquia dos mercenários.

Aqui, Stallone interpreta o especialista em segurança estrutural Breslin. Ele é responsável por manter o epíteto "segurança máxima" nos presídios mundo afora. Para isso, ele ingressa nas instalações como preso comum e traça um plano de fuga. Quando escapa, cobra as informações que descobriu dos governos. Uma espécie de consultor.

No entanto, quando os Estados Unidos proíbem oficialmente o que chamam de Rendição Extraordinária, prática em que suspeitos são presos para serem interrogados/torturados em bases secretas, o governo norte-americano é obrigado a passar o trabalho para a iniciativa privada. Breslin, assim, é acionado para testar as instalações do novo local, já que ninguém pode fugir e expor o que acontece lá dentro.

No entanto, o especialista é enganado e, ao que parece, o diretor do novo presídio para supostos terroristas, Hobbes (Jim Caviezel), não o deixará escapar. É neste momento que o perito em fugas conhece Rottmayer (Schwarzenegger), que passará a ajudá-lo.

Com um roteiro feito sob medida para não explorar as nuances dramáticas dos protagonistas, incluindo aí também Caviezel, "Rota de Fuga" agrada pelo humor funcional entre Stallone e Schwarzenegger ("você bate como um vegetariano", chega a dizer Rottmayer) e a tensão instaurada no próprio presídio. Porém, peca pelos furos da história, que passa a fazer pouco sentido até uma nada surpreendente reviravolta final.

(Por Rodrigo Zavala, do Cineweb)

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