13 de Outubro de 2013 / às 13:32 / 4 anos atrás

Festival explora atração de empresas de tecnologia de São Francisco

Por Malathi Nayak

SÃO FRANCISCO (Reuters) - O empresário sediado em Nova York Caleb Gandara veio até São Francisco nesta semana e conseguiu um feito raro: passou meio dia perambulando pelos escritórios de famosas empresas iniciantes como DropBox, Cloudera e Sidecar, batendo papo à vontade com executivos.

Gandara foi uma entre 3.700 pessoas que se inscreveram para participar do “OpenCo”, um festival realizado em várias empresas de São Francisco, organizações sem fins lucrativos e corporações desde Google a empresas locais e ao chocolatier TCHO, ao longo de dois dias agitados.

Agora em seu segundo ano, o OpenCo é anunciado por seus organizadores como uma nova guinada nas conferências de negócios tradicionalmente sóbrias, e como uma oportunidade para os investidores, empresários e mesmo para os candidatos a empregos de ver de perto a cena tecnológica da região de São Francisco.

Empresas que abrem suas portas, por sua vez, têm a chance de encontrar talentos em potencial, reunir feedback e fazer contatos.

“Você não precisa ser alguém especial e, nesse espírito, o OpenCo está simplesmente deixando uma comunidade de pessoas interessadas explorar o que é normalmente preservado a funcionários, profissionais e a negócios”, disse Gandara.

“Você consegue ver o que os atrai para o trabalho todo dia. É raro e definitivamente mais raro em companhias maduras. Você não consegue entrar na Target e ver como ela funciona, certo?”

A agitada cena de tecnologia de São Francisco vem fascinando muitos aspirantes a empresários de todo o país. Neste ano, o OpenCo atraiu 135 empresas participantes, quase o dobro da primeira edição, quando o Twitter - que logo vai abrir capital - e a Zynga participaram.

O OpenCo monta uma agenda de dois dias com sessões de 45 minutos em empresas em toda a cidade. Os frequentadores recebem um passe de entrada gratuito ou pagam 95 dólares para reservar antecipadamente as vagas.

Do “supersecreto laboratório de veículos” da Lit Motor - onde os visitantes conferiram um protótipo do carro “C-1” de duas rodas - à plataforma de áudio SoundCloud, os participantes tiveram uma visão de perto de grupos populares e menos conhecidos.

“É uma boa maneira de fazer isso e de trazer as pessoas para (o seu) ambiente de trabalho em vez de ir para um prédio grande e abafado como o center Moscone”, disse Dan Dupree, especialista em relações públicas da SoundCloud. “As pessoas já estiveram ali, já fizeram isso... Isso parece romper o modelo.”

O grupo SideCar de dezoito meses abriu pela primeira vez ao público seu escritório no distrito financeiro. O CEO Sunil Paul disse que participar ajudou “de maneira material, como espalhar a notícia sobre contratação.”

O organizador e autor John Battelle disse que o OpenCo se inspirou no conceito de estúdios de arte abertos, onde o público pode visitar gratuitamente e apreciar as obras de arte.

Perry Simpson, que dirige um site e-commerce esportivo chamado Gryndo, passou a manhã de quinta-feira na SoundCloud e ficou assombrado pela disposição da empresa em ser transparente.

“Quando você pensa em empresas de tecnologia, pensa nelas como sendo muito secretas com relação à propriedade tecnológica que você não compartilha e estar aberta porque alguém pode roubar sua ideia, mas isso é completamente o oposto”, disse Perry.

“Aqui você obtém um sentido visceral da cultura delas, dá um rosto para a empresa de tecnologia.”

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