Começa julgamento de caso de espionagem na mídia britânica

segunda-feira, 28 de outubro de 2013 13:31 BRST
 

Por Michael Holden e Kate Holton

LONDRES, 28 Out (Reuters) - A ex-editora de um jornal britânico de Rupert Murdoch e o ex-chefe de comunicação do primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, começaram a ser julgados nesta segunda-feira por envolvimento num escândalo de escutas telefônicas por parte de veículos de comunicação, num dos principais casos judiciais do país nos últimos anos.

Rebekah Brooks e Andy Coulson, ambos ex-editores do extinto tabloide News of the World, são acusados de conspirar para acessar ilegalmente mensagens de voz de celulares pertencentes a políticos, ricos, famosos, vítimas de crime e cidadãos comuns para obter notícias exclusivas.

Os dois, que estão sendo julgados com outros seis réus, negam todas as acusações.

O escândalo repercutiu em todo o establishment britânico e abalou o império de mídia de Murdoch, a News Corp.

O caso revelou as estreitas relações entre os barões da mídia, chefes de polícia e políticos do alto escalão. O setor da imprensa ainda está em conflito com o governo de Cameron pelo modo como deve ser regulado.

"Este julgamento se refere a alegações de conduta criminosa nos jornais News of the World e The Sun, que precederam o fechamento do News of the World", disse o juiz John Saunders, quando se iniciava a seleção do júri.

"É um caso importante. O julgamento que estamos para iniciar levará um considerável período de tempo. Estima-se que o caso poderá se estender até a Páscoa."

Desde que os órgãos responsáveis iniciaram uma investigação em janeiro de 2011, mais de 125 pessoas foram presas e mais de 40 foram indiciadas.   Continuação...

 
Andy Coulson, ex-chefe de comunicação do primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, chega ao tribunal de Old Bailey em Londres. Rebekah Brooks e Andy Coulson, ambos ex-editores do extinto tabloide News of the World, começaram a ser julgados nesta segunda-feira por envolvimento num escândalo de escutas telefônicas por parte de veículos de comunicação, num dos principais casos judiciais do país nos últimos anos. 28/10/2013. REUTERS/Neil Hall