29 de Outubro de 2013 / às 11:05 / 4 anos atrás

Arábia Saudita liberta homem preso por tuítes sobre Maomé, dizem fontes

RIAD, 29 Out (Reuters) - Um blogueiro saudita preso em 2012 por publicar conversar imaginárias com o profeta Maomé no Twitter foi libertado nesta terça-feira, disseram seu advogado e um amigo, embora o governo não tenha se manifestado.

Hamza Kashgari fugiu da Arábia Saudita para a Malásia em fevereiro do ano passado após seus tuítes irritarem alguns muçulmanos conservadores e provocarem ameaças de morte. Ele foi extraditado de volta ao reino saudita dias depois e preso.

“Ele foi libertado nesta manhã”, contou o amigo de 24 anos à Reuters, 20 meses depois da detenção, sem dar mais detalhes.

O proeminente advogado de direitos humanos Abdulrahman Allahim parabenizou Kashgari por sua libertação no Twitter.

O Ministério da Justiça da Arábia Saudita não estava imediatamente disponível para comentar e não há detalhes sobre o que levou à libertação.

Kashgari, um ex-colunista do jornal saudita al-Bilad, veiculou uma longo pedido de desculpas público após apagar as mensagens no microblog, e sua família disse que ele estava arrependido. As autoridades não tornaram pública nenhuma acusação formal contra ele.

Ofensas como a blasfêmia podem levar à pena de morte sob a rígida interpretação da lei islâmica em vigor na Arábia Saudita, principal exportador de petróleo do mundo e local de nascimento do islã.

O tuítes de Kashgari se dirigiam a Maomé no aniversário do profeta, dizendo “amo o rebelde em você” e “amo alguns aspectos seus, odeio outros”.

O ministro da Informação saudita, Abdul-Aziz Khoja, disse à época que os tuítes o fizeram chorar.

Outro blogueiro acusado de blasfêmia, Raif Badawi, apela contra sua recente condenação a sete anos de prisão e 600 chibatadas, disse seu advogado, Waleed Abu al-Khair, à Reuters.

O reino saudita tem ignorado as críticas de grupos de direitos humanos de países ocidentais e ativistas.

Na segunda-feira, o Kuweit condenou a 10 anos de prisão um homem acusado de colocar em perigo a segurança do Estado por ter insultado o profeta Maomé e os governantes da Arábia Saudita e Barein em redes sociais.

O muçulmano xiita Hamad al-Naqi nega as acusações, alegando que suas contas em redes sociais foram invadidas. A organização Human Rights Watch, sediada em Nova York, perdeu a sua libertação na segunda-feira.

Reportagem de Angus McDowall

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