Aliados devolveram obras de arte a marchand da época nazista, diz pesquisador

quinta-feira, 7 de novembro de 2013 09:06 BRST
 

NOVA YORK, 7 Nov (Reuters) - As tropas aliadas confiscaram mais de 100 obras de arte em 1945 de um negociante e colecionador alemão cujo tesouro foi descoberto nesta semana, então as devolveram cerca de quatro anos mais tarde, de acordo com um pesquisador norte-americano.

Marc Masurovsky, que faz parte de um grupo que trabalha para devolver obras de arte saqueadas por nazista a seus proprietários, disse que os documentos nos Arquivos Nacionais dos EUA mostram que a maioria das obras foi devolvida ao colecionador, Hildebrand Gurlitt.

Pelo menos uma das peças listada nos documentos parece estar entre as 1.400 obras que as autoridades alemãs disseram nesta semana ter encontrado no apartamento do filho de Gurlitt, Cornelius, em Munique, no ano passado.

Masurovsky, cofundador do Projeto de Restituição de Arte do Holocausto, disse que vasculhou os Arquivos Nacionais dos EUA online depois que a mídia divulgou o achado de Munique nesta semana.

Masurovsky disse que desenterrou uma lista de cinco páginas das obras da coleção de Gurlitt. Segundo ele, cerca de 115 pinturas, junto com outras obras, foram inventariadas em 1946 pelo programa de Arquivos, Monumentos e Belas Artes (MFAA, na sigla em inglês). Aqueles no programa, criado pelos Aliados em 1943 para proteger a propriedade cultural, eram geralmente conhecidos como "Homens dos Monumentos".

A maior parte da arte, que incluía obras de Edgar Degas, Marc Chagall e Max Beckmann, foi devolvida a Hildebrand Gurlitt em 1950 por Theodore Heinrich, do Escritório do Alto Comissariado dos EUA para a Alemanha, segundo uma nota nos arquivos.

O grupo de Masurovsky postou a lista em sua página no Facebook e publicou a descoberta no Twitter na quarta-feira. Quatro pinturas não foram devolvidas a Gurlitt, indo para as autoridades francesas em 1947, disse Masurovsky.

Os Arquivos Nacionais não puderam confirmar a autenticidade dos documentos na quarta-feira.

Autoridades do Departamento de Estado dos EUA não fizeram comentários.   Continuação...