Filmes para menores têm mais violência com armas, diz estudo

terça-feira, 12 de novembro de 2013 12:18 BRST
 

Por Eric Kelsey

LOS ANGELES, 12 Nov (Reuters) - Os filmes hollywoodianos de maior faturamento em 2012 continham mais cenas de violência com armas de fogo nas obras indicadas para adolescentes do que nos filmes destinados a adultos, segundo um estudo publicado na segunda-feira.

As conclusões relativas a 2012 surgem após três anos consecutivos em que filmes qualificados nos EUA sob a categoria PG-13 (indicado para adolescentes) se igualaram aos filmes da classificação R (para maiores) em termos de violência com armas de fogo, segundo o estudo realizado pelo Centro Annenberg de Políticas Públicas, da Universidade da Pensilvânia, e pela Universidade Estadual de Ohio.

A classificação PG-13 indica aos pais que o filme pode ser inadequado para menores de 13 anos. A classificação R libera o filme para maiores de 17 anos, ou para menores acompanhados por um responsável.

Todos os sete filmes de maior bilheteria em 2012 estavam na faixa PG-13, e cinco deles eram longas-metragens de ação com cenas violentas, caso de "Skyfall", do personagem James Bond, e de filmes com super-heróis, como "Os Vingadores", "Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge" e "O Espetacular Homem-Aranha".

O estudo não discute as razões pelas quais os filmes PG-13 estariam mais violentos.

O debate sobre os efeitos disso voltou a ganhar força em 2012, depois de um massacre a tiros dentro de um cinema do Colorado em que se exibia o filme do Batman.

Em uma análise com os 945 filmes de maior bilheteria desde 1950, as cenas de violência mais do que duplicaram nesse período, segundo o estudo publicado na revista "Pediatrics".

Os autores também observam que quando foi criada a classificação PG-13, em 1984, a incidência da violência armada nesse tipo de filme era mais semelhante à que é vista em filmes da categoria PG e G, voltados para o público infantil.   Continuação...

 
Logo da Vodafone em celular Blackberry, em Londres. A britânica Vodafone vai investir 7 bilhões de libras, montante acima do esperado anteriormente, para elevar a velocidade e a capacidade de suas redes de comunicações para tentar reverter queda recorde nas receitas causada por fraqueza em seus negócios na Europa. 09/11/2010. REUTERS/Suzanne Plunkett