Putin poderá indultar Khodorkovsky e banda Pussy Riot, diz conselheiro

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013 17:41 BRST
 

Por Alexei Anishchuk

NOVO-OGARYOVO, Rússia, 4 Dez (Reuters) - O presidente da Rússia, Vladimir Putin, poderia libertar um ex-magnata do petróleo e integrantes da banda de rock Pussy Riot, todos designados presos políticos por críticos no país e no exterior, em uma anistia esperada para o fim do ano, de acordo com um conselheiro de direitos humanos do Kremlin.

Mikhail Khodorkovsky, que os aliados dizem ter sido preso para evitar um desafio político a Putin e cujos bens na área petrolífera passaram para as mãos do Estado, e duas prisioneiras da banda Pussy Riot deverão ser soltos no ano que vem. Mas uma libertação antecipada poderia ajudar Putin a melhorar sua imagem antes de ele ser o anfitrião dos Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi, em fevereiro de 2014.

Putin pediu a seu conselho presidencial de direitos humanos, em setembro, que apresentasse algumas sugestões para uma anistia que marque o 20º aniversário da Constituição russa pós-soviética, em dezembro.

Depois de se reunir com Putin, o dirigente do conselho, Mikhail Fedotov, disse acreditar que Khodorkovsky e duas integrantes presas da Pussy Riot, Nadezhda Tolokonnikova e Maria Alyokhina, estariam qualificados para serem soltos por um indulto.

"Acho que sim", disse Fedotov a jornalistas, após o encontro. "Esses eram crimes não-violentos."

Putin vem repetidamente negando que haja alguém na Rússia preso por razões políticas.

Ex-dirigente da companhia petrolífera Yukos, Khodorkovsky está na prisão desde que foi detido em 2003 e condenado por crimes financeiros em dois julgamentos. Aos olhos dos críticos do Kremlin no país e no exterior, essas prisões são um dos pontos cinzentos no histórico de Putin, que não descarta a possibilidade de disputar um novo mandato presidencial, em 2018.

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