Imprensa fica à margem no enterro de Mandela

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013 15:54 BRST
 

Por Ed Cropley

QUNU, África do Sul, 13 Dez (Reuters) - A chegada de um exército de repórteres, fotógrafos e cinegrafistas para o funeral no domingo de Nelson Mandela se tornou um pesadelo para o esquema de segurança da cerimônia e a chance de um dinheiro extra para os negociantes locais.

Policiais e soldados fecharam o centro de Qunu, vila do herói anti-apartheid, a 700 km de Johanesburgo, e mandaram os jornalistas para um campo no topo de uma colina a um quilômetro do cemitério.

Seguindo o desejo da família de Mandela por uma cerimônia privada, as únicas imagens do enterro de uma das maiores figuras do século 20 serão feitas pela TV estatal e por um fotógrafo oficial.

No céu sobre a vila, aviões militares controlam o espaço aéreo tanto para a segurança de importantes convidados como o príncipe Charles, do Reino Unido, quanto para impedir que alguém acompanhe a cerimônia de helicóptero.

A grande estrutura erguida para acomodar familiares, líderes tribais, autoridades do governo e convidados oficiais já praticamente bloqueia a visão do local onde Mandela será enterrado.

Patrulhas armadas, no entanto, fazem a vigilância das colinas nos arredores e já apanharam fotógrafos buscando pontos que ofereçam alguma visão da cerimônia, que deve misturar aspectos da tradição Xhosa com a pompa militar.

"Se vocês tiverem qualquer acesso aos momentos privados da família, vocês serão removidos", disse Neo Momodu, porta-voz do governo, à imprensa nesta sexta-feira.

Nem todo mundo está insatisfeito com a chegada de centenas de jornalistas e técnicos em Qunu, uma vila de apenas algumas centenas de casas.   Continuação...