Cirque du Soleil aos 30: "O show é a estrela"

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014 16:03 BRST
 

Por Michael Roddy

LONDRES, 8 Jan (Reuters) - Um homem que equilibra a nuca de sua parceira em sua nuca, com o corpo dela esticado para o ar, resume os feitos humanos incríveis que o Cirque du Soleil apresenta em show de abertura do seu trigésimo ano em Londres.

Também participa da produção de 1996 "Quidam", que será exibida em uma turnê de um mês, uma mulher que mergulha das alturas do Royal Albert Hall enroscada em uma seda escarlate que a impede de cair pouco antes de um choque com o chão.

Pouco depois, artistas em cordas giram em velocidades estonteantes e um malabarista aparenta não saber que manter meia dúzia ou mais de bolas no ar ao mesmo tempo deve ser impossível.

Fundando em 1984 por artistas de rua de Quebec, província francesa do Canadá, o Cirque tem se tornado uma das exportações mais famosas do país. As turnês percorrem o mundo e as versões de palco são executadas todas as noites em Las Vegas e outros locais.

"Eu acho que é um cartão maravilhoso para dar a todos em todo o mundo. O Cirque du Soleil, para o Quebec, é um tremendo sucesso", disse à Reuters em entrevista o diretor artístico de "Quidam", Luc Ouellette.

Confira o que mais ele tem a dizer sobre a fórmula do Cirque, sua experiência como dançarino e por que as produções não utilizam animais.

P: Há diversos circos, mas apenas um Cique du Soleil. O que o faz funcionar?

R: Eu acho que o Cirque chegou com uma abordagem diferente, sem animais, mas também passamos a olhar para a maquiagem, os figurinos, a iluminação. O show inteiro é criado com atenção a cada detalhe. Eu acho que o Cirque é um espetáculo de circo detalhado e com produções bem diferentes umas das outras, então cada vez é uma verdadeira surpresa quando as pessoas vêem um show diferente do Cirque. É uma questão de detalhes. O que faz o Cirque tão grande é que nós voltamos a nossa atenção a todos os aspectos.   Continuação...