ENTREVISTA-Sharon Jones fala sobre música soul, câncer e respeito

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014 15:31 BRST
 

Por Eric Kelsey

LOS ANGELES, 15 Jan (Reuters) - O câncer se tornou um tema inescapável no lançamento do novo disco de Sharon Jones e os Dap-Kings, "Give the People What They Want", o sexto do grupo de soul ao qual se atribui a retomada do estilo musical na década passada.

Sharon Jones, a cantora de 57 anos que antes da notoriedade trabalhou como cantora de apoio e guarda na prisão Rikers de Nova York, perdeu a mãe para o câncer enquanto compunha para o disco. O irmão do saxofonista Neal Sugarman também morreu da doença.

A própria cantora foi diagnosticada com um câncer no ducto biliar, o que adiou o lançamento do disco de agosto para este ano. Ela finalizou o tratamento quimioterápico em 31 de dezembro.

A cantora, que junto à sua banda foi elogiada pela revista Rolling Stone por prolongar e preservar uma tradição, falou com a Reuters sobre música soul e câncer.

Pergunta: O que significa para você ver este disco ser lançado?

Resposta: Eu, na verdade, pensei que nem iria estar por aqui para este disco. Eu pensei que eu estava morrendo.

P: Ele tem um sentido especial para você?

R: Ele é dedicado a duas pessoas que nós conhecemos que morreram de câncer, e eu sobrevivi ao câncer. Este disco é como um testemunho meu, é uma sobrevivência. Eu pensei que eu não iria estar aqui para dar a eles o disco, (e para) fazer as apresentações. Eles não iam me ver nesses shows ao vivo, e isso significa muito para mim agora quando estou olhando para ele. Sempre que eu ver este trabalho, eu vou me lembrar do meu câncer.   Continuação...