"Gravidade" e "12 Anos de Escravidão" empatam em premiação de produtores dos EUA

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014 10:56 BRST
 

Por Mary Milliken

BEVERLY HILLS, 20 Jan (Reuters) - Os produtores de Hollywood aumentaram neste domingo a emoção da corrida pelo Oscar ao escolherem não um melhor filme do ano, mas dois: o thriller espacial "Gravidade" e drama "12 Anos de Escravidão".

É a primeira vez que o Producers Guild of America (PGA), o sindicato dos produtores dos Estados Unidos, declara um empate nos 25 anos da sua premiação. Nos últimos seis anos, a escolha do PGA acabou também levando o Oscar de melhor filme, como "Argo" no ano passado.

A decisão do PGA contrastou com a do Screen Actors Guild (SAG), o sindicato dos atores dos Estados Unidos, que no sábado escolheu "Trapaça" do diretor David O. Russell para o seu prêmio principal, o de melhor elenco.

No entanto, o retrospecto do SAG em escolher filmes que acabam ganhando também o Oscar não é tão bom. Nos últimos dez anos, seis vencedores do prêmio principal do SAG levaram o Oscar de melhor filme.

De qualquer forma, depois de uma intensa semana de premiação, a disputa pelo Oscar parece cada vez mais que vai se dar entre esses três filmes. "Trapaça", com boas atuações, e "Gravidade", com inovações técnicas, tiveram dez nomeações cada um, enquanto "12 Anos de Escravidão" e a sua descrição da escravidão antes da Guerra Civil nos Estados Unidos tiveram nove.

A premiação, a principal da indústria cinematográfica, ocorrerá no dia 2 de março. Os 6 mil membros da academia votam de 14 a 25 de fevereiro.

A noite do PGA foi crucial para "12 Anos de Escravidão", que no último domingo ganhou o Globo de Ouro como melhor drama, mas nenhum outro prêmio.

O diretor e produtor Steve McQueen, ao receber o prêmio junto com o co-produtor e ator Brad Pitt, falou sobre um tema que pode atrapalhar o filme no Oscar: a ideia de que o filme é muito difícil.

"Quando o filme passou pela primeira vez, em Toronto, algumas pessoas disseram que ele era brutal, que ninguém iria vê-lo", afirmou o britânico McQueen. "As bilheterias aqui nos Estados Unidos e no Reino Unido têm provado o contrário."