27 de Janeiro de 2014 / às 16:48 / em 4 anos

"Não se preocupem comigo", diz ex-primeira-dama da França

Por Aditi Shah

MUMBAI, 27 Jan (Reuters) - A ex-primeira-dama da França Valérie Trierweiler disse nesta segunda-feira que está muito bem após a separação do presidente François Hollande, e afirmou a repórteres durante viagem à Índia que se sente "útil" fazendo caridade.

A separação do casal, que não era oficialmente casado, foi confirmada no domingo por Hollande, que declarou em um comunicado curto que tinha "encerrado sua parceria" com a jornalista de 48 anos.

O anúncio aconteceu menos de três semanas após a revista Closer ter desencadeado uma tempestade midiática ao publicar fotos de quem disse ser Hollande, de 59 anos, fazendo visitas noturnas ao apartamento da atriz francesa Julie Gayet, de 41 anos.

As fotos de uma pessoa de capacete, chegando e saindo na traseira de uma scooter, provocaram deboche dos críticos, que chamaram o acontecido de constrangedor.

Trierweiler, que passou oito dias em um hospital após a revelação do suposto caso de Hollande, seguidos de uma semana de reclusão, viajou para a Índia com a instituição de caridade Action Against Hunger (Ação Contra a Fome, em inglês).

Em seus primeiros comentários públicos desde o surgimento do escândalo, Trierweiler não mencionou a separação, mas agradeceu ironicamente os jornalistas franceses que lotaram a entrevista coletiva por seu "interesse na desnutrição".

"Eu me sinto muito bem, é bom estar aqui", afirmou Trierweiler quando indagada sobre sua saúde. "Tenho a impressão de estar sendo útil para alguma coisa".

"Não se preocupem comigo", acrescentou.

Trierweiler, colunista da revista Paris Match, estava envolvida com Hollande desde 2006. Após a eleição do presidente em maio de 2012, ela assumiu o posto informal de "primeira-dama" e teve um escritório no Palácio do Eliseu, com um orçamento de aproximados 20 mil euros (cerca de 66 mil reais) por mês, mantendo sua coluna.

As notícias sobre o suposto romance de Hollande --que ele nem confirmou nem negou-- não pioraram sua baixa aprovação recorde, mas desviaram a atenção de uma série de políticas favoráveis aos negócios com o objetivo de recuperar a economia.

Hollande deve viajar sozinho aos Estados Unidos para visitar Barack Obama no início do mês que vem. Aliados disseram que seu anúncio deve por fim à devassa midiática de sua vida pessoal.

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