Integrantes do Pussy Riot participam de evento da Anistia em NY

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014 10:53 BRST
 

Por Edith Honan

NOVA YORK, 6 Fev (Reuters) - Duas integrantes da banda punk russa Pussy Riot subiram na quarta-feira a um palco de Nova York para exigir a libertação de prisioneiros de oposição em seu país, num momento em que a Rússia realiza os últimos preparativos para a Olimpíada de Inverno de Sochi.

O presidente Vladimir Putin coloca sua reputação em jogo no evento, mas sofre nos últimos meses pressão de ativistas de direitos humanos por causa de perseguições a dissidentes políticos e da aprovação de uma lei, em 2013, que proíbe a apologia da homossexualidade para menores.

"Exigimos uma Rússia que seja livre, e uma Rússia sem Putin", disse Nadezhda Tolokonnikova, integrante da banda, depois de ser apresentada pela cantora Madonna no evento intitulado "Trazendo os Direitos Humanos para Casa".

O caso do Pussy Riot, em particular, causou indignação global.

Em 2012, Tolokonnikova, hoje com 24 anos, e sua colega de banda Maria Alyokhina, de 25 anos, foram condenadas por vandalismo depois de realizarem um ato contra Putin dentro de uma catedral ortodoxa de Moscou.

Após passarem quase dois anos presas, foram anistiadas em dezembro por Putin.

Antes de discursarem no show da Anistia, a dupla se reuniu com a embaixadora dos EUA na ONU, Samantha Power, para discutir as "perturbadoras" tendências na Rússia, o que motivou uma reação inflamada do representante diplomático de Moscou.

O evento marcou a retomada de uma série global de espetáculos que a Anistia, entidade ganhadora do Nobel da Paz, começou a promover há 25 anos, período em que contou com a presença de astros como U2, Bruce Springsteen, Sting e Lou Reed.

"Agora é hora de passar a tocha para outra geração de jovens artistas", disse Steven Hawkins, diretor executivo da Anistia.