Isabel Allende debocha do gênero policial em ‘O Jogo de Ripper'

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014 16:39 BRST
 

Por Billy Cheung

NOVA YORK, 14 Fev (Reuters) - Famosa por adotar o realismo mágico em romances como "A Casa dos Espíritos", a autora chilena-norte-americana Isabel Allende faz experiências com a literatura policial em seu mais recente trabalho, "O Jogo de Ripper".

O livro, assim intitulado em referência a um jogo de verdade online, leva os leitores para a São Francisco contemporânea onde ocorre uma série de assassinatos que seguem vagamente uma previsão astrológica.

Um grupo de jogadores de Ripper começam a agarrar-se às pistas para revelar a identidade do assassino.

A Reuters falou com Isabel sobre sua motivação, o enredo e seu processo de escrita.

P: O que a levou a decidir a escrever uma novela policial?

R: Eu queria escrever um livro com o meu marido, William Gordon, que escreveu vários policiais que foram traduzidos. Mas logo percebemos que isso era impossível e acabamos brigando como cães. Ele escreve em inglês com um período de concentração de 11 minutos. Eu escrevo em espanhol por 11 horas. Eu acabaria fazendo todo o trabalho e ele levaria metade do crédito - não seria um bom negócio para mim!

Eu começo meus livros em 8 de janeiro. Mas por volta de 7 de janeiro nós tínhamos brigado tanto que ele foi para a sala dele trabalhar em sua sexta novela policial, enquanto eu fui para a minha escrever a minha primeira.

Juntos não poderíamos escrever nenhuma outra coisa porque ele somente escreve novelas policiais.   Continuação...