26 de Fevereiro de 2014 / às 11:50 / 3 anos atrás

Morre no México o violonista espanhol Paco de Lucía

Violonista espanhol Paco de Lucia durante apresentação em Fuengirola, na Espanha. Paco de Lucía, uma das referências do flamenco em nível mundial, morreu na madrugada desta quarta-feira no México, aos 66 anos, em decorrência de um ataque cardíaco. 2/07/2010.Jon Nazca

MADRI, 26 Fev (Reuters) - O violonista espanhol Paco de Lucía, uma das referências do flamenco em nível mundial, morreu na madrugada desta quarta-feira no México, aos 66 anos, em decorrência de um ataque cardíaco.

O artista, que segundo amigos passava férias com a família no México, é considerado um dos grandes violonistas do mundo e um renovador do flamenco, embora também tenha feito incursões por outros gêneros musicais.

"Faleceu nesta manhã de um ataque cardíaco, e vamos decretar dois ou três dias de luto", disse à Reuters um porta-voz da Prefeitura de Algeciras, na província de Cádiz, onde o músico nasceu.

Paco de Lucía, cujo nome real era Francisco Sánchez Gómez, é autor de uma ampla discografia em que se destaca "Fuente y Caudal", de 1973, "Entre Dos Aguas" (1981) --nome também de uma das suas músicas mais conhecidas-- e "Almoraima".

"(Estamos) muito entristecidos pelo falecimento do grande mestre Paco de Lucía. O flamenco perde uma referência, um mago, um inovador", disse a Sociedade Geral de Autores da Espanha em sua conta do Twitter.

Ao longo da sua trajetória, o músico recebeu numerosos reconhecimentos, como o Prêmio Nacional de Violão de Arte Flamenca, o Príncipe do Astúrias das Artes (2004) e a Medalha de Ouro ao Mérito nas Belas Artes (1992).

Foi nomeado doutor "honoris causa" pela Universidade de Cádiz e pelo Berklee College of Music.

Paco de Lucía começou a trabalhar ainda adolescente em uma companhia de dança, fazendo acompanhamento com seu violão. Depois de conhecer Camarón de la Isla, seu artista mais admirado, começou a colaborar com ele e a participar de turnês.

No começo dos anos 1970, já havia forjado um estilo pessoal e inovador, que fez dele uma figura mundial da música flamenca e do violão em geral.

"Foi embora o melhor violão dos séculos 20 e 21. Paco foi o grande músico por antonomásia, toda a sua vida lutou pelo flamenco", disse o cantor de flamenco José Mercé em declarações à rádio Cadena SER.

Nas décadas de 1970 e 1980, tocou com o pianista de jazz Chick Corea e com o violonista de fusion Al Di Meola, entre outros.

"Ao vê-lo, entendi que não sei tocar violão", disse Mark Knoffer, guitarrista do Dire Straits, a respeito dele.

Reportagem de Rodrigo de Miguel

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