Itália usará satélites e sensores para monitorar Pompeia

quinta-feira, 3 de abril de 2014 15:59 BRT
 

Por Antonella Cinelli

ROMA, 3 Abr (Reuters) - As ruínas de Pompeia serão monitoradas por satélites e sensores do grupo italiano de defesa e tecnologia Finmeccanica para tentar impedir um desmoronamento no local, que é tombado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como patrimônio mundial.

O grupo, controlado pelo Estado, irá ajudar a treinar pessoal e ceder sua tecnologia de graça por três anos, um investimento de mais de 2 milhões de euros, depois do qual o equipamento será entregue ao projeto de restauração.

Desmoronamentos frequentes de muros e casas da antiga cidade romana, coberta pela cinza de uma erupção vulcânica do monte Vesúvio em 79 d.C., despertaram clamor internacional e uma pressão crescente pelo fim dos adiamentos que vêm assolando um projeto de restauração de 105 milhões de euros financiado em parte pela União Europeia e lançado no ano passado.

A Finmeccanica irá treinar funcionários para usar as ferramentas de monitoramento de alta tecnologia, que devem mostrar alterações no terreno das 1.500 edificações de Pompeia para que os arqueólogos possam intervir rapidamente e evitar desmoronamentos.

Os movimentos do solo, um grande risco para as ruínas, especialmente com mau tempo, serão monitorados através de imagens de alta resolução captadas pelo grupo de satélites COSMO-SkyMed, controlado pela Agência Espacial Italiana, afirmou a Finmeccanica.

Técnicos irão criar um arquivo digital dos locais mais importantes de Pompeia com imagens hiperespectrais, que podem captar a composição de materiais diferentes medindo sua radiação eletromagnética.

A segurança do local poderá ter acesso às informações por meio de um aplicativo de smartphone, e qualquer ato de vandalismo ou dano às ruínas irá disparar alarmes.

A parceria com a Finmeccanica é o exemplo mais recente de empresas privadas se envolvendo no financiamento da restauração da herança cultural italiana para compensar a carência de fundos públicos.   Continuação...