ESTREIA-"A grande vitória" é um retrato irregular da carreira de judoca Max Trombini

quarta-feira, 7 de maio de 2014 16:37 BRT
 

SÃO PAULO, 7 Mai (Reuters) - Quando criança, Max Trombini era problemático, brigava na escola, não tinha amigos e tinha dificuldade de se concentrar nos estudos. Quando conheceu o judô, sua vida mudou, entrou nos trilhos, e começou uma carreira de sucesso.

Essa trajetória de superação é o tema da sua autobiografia "Aprendiz de Samurai", que serviu de base para o roteiro de "A Grande Vitória".

Dirigido pelo estreante Stefano Capuzzi Lapietra, o filme se divide em suas partes um tanto desiguais. A primeira delas acompanha Max ainda criança, interpretado com vigor e carisma pelo menino Felipe Falanga.

Aqui, o filme acompanha a infância difícil em Ubatuba, no litoral paulista, seus problemas na escola, e as dificuldades da mãe (Suzana Pires) para criá-lo sem qualquer ajuda do pai (Domingos Montagner), que nunca conheceu o menino. Ela conta com ajuda dos avós (Tuna Dwek e Moacyr Franco).

Quem precipitará a mudança na vida do menino é um professor de educação física, vivido pelo próprio Trombini, que sugere à mãe de matricular o garoto no judô. Assim, ele poderá canalizar suas energias e aprender a lidar com seus impulsos.

Com dificuldade, ela paga o curso do pequeno Max, que logo se torna amigo de seu mestre, Sensei Josino (Tato Gabus Mendes).

Seja porque a história é menos previsível ou porque o elenco parece mais empenhado, essa primeira parte é narrada num bom ritmo, sem tropeços ou pressa, dando tempo para o protagonista se transformar de garoto rebelde em esportista disciplinado.

Muito ajuda o talento do jovem ator e a presença de coadjuvantes - especialmente Susana e os avós vividos por Franco e Tuna, cujas presenças são marcantes.

É desse carisma e empenho do elenco da primeira parte do filme, assim como de uma narrativa mais fluida, de que se sente falta na outra metade do filme.   Continuação...