Rússia se prepara para eleger Medvedev, liberais alegam "farsa"
Por Maria Golovnina
MOSCOU (Reuters) - Liberais russos acusaram o Kremlin neste sábado de transformar as eleições presidenciais de domingo em uma "farsa" para assegurar uma vitória esmagadora do candidato apoiado pelo presidente Vladimir Putin.
Foram proibidas campanhas de boca-de-urna na véspera da votação -- o "dia do silêncio" -- após semanas marcadas por uma campanha tediosa que causou pouca emoção nos 109 milhões de eleitores russos.
Mas a oposição liberal fez um protesto final sobre a votação, que deve ser uma barbada para o primeiro vice-primeiro-ministro Dmitry Medvedev, de 42 anos, que conta com o apoio de Putin e grande cobertura da mídia.
Putin presidiu a Rússia durante o mais longo 'boom' econômico em uma geração, e muitos vêem a parceria de Medvedev e Putin como uma maneira de preservar a estabilidade.
Os críticos de Putin -- não apenas os liberais, mas também os comunistas --acusam o Kremlin de perturbar os adversários e forçar milhões de trabalhadores públicos a votar com a ameaça de demissão.
A maioria dos observadores ocidentais se recusou a monitorar a votação de domingo, alegando falta de cooperação das autoridades.
O ex-campeão mundial de xadrez e líder da oposição Garry Kasparov e seus aliados submeteram uma petição a um tribunal eleitoral descrevendo a eleição como uma "farsa."
"É muito importante ainda haver pessoas que acreditem que a eleição é uma farsa", disse o líder da oposição Nikita Belykh. Continuação...

