Bush sai em defesa de seu indicado ao Departamento de Justiça
Por Caren Bohan
WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, defendeu na quinta-feira seu indicado a secretário da Justiça, Michael Mukasey, que está sendo duramente criticado pelos democratas do Senado por se recusar a dizer se considera tortura o método de simulação de afogamento.
"Acho que as perguntas que fizeram a ele não são justas", disse Bush numa sessão com repórteres no salão Oval. "Pediram a ele que desse opiniões sobre um programa --ou técnicas de um programa-- sobre o qual ele não recebeu informações".
O empenho de Bush para conseguir a confirmação da nomeação de Mukasey no Senado está enfrentando dificuldades, porque os democratas manifestaram preocupação com o fato de o indicado não querer rejeitar publicamente a técnica de interrogatório.
Bush deve dar um discurso sobre a "guerra contra o terror" e pedir ao Senado que confirme logo o nome de Mukasey, juiz e procurador federal aposentado.
"Vou defender --e acredito piamente que seja verdade-- que o juiz Mukasey não está recebendo um tratamento justo", disse Bush.
O governo dos EUA é acusado de usar a tortura na guerra contra o terrorismo, e há informações de que a CIA tenha usado várias vezes a técnica da simulação de afogamento depois dos ataques de 11 de setembro.
Apesar de Bush garantir que proíbe a tortura, as técnicas de interrogatório não foram tornadas públicas.
Mukasey escreveu na terça-feira aos dez democratas da Comissão Judiciária do Senado que o afogamento simulado, da forma como eles o descreveram, é "repugnante".
Mas Mukasey disse que não sabe se os métodos de interrogatório dos EUA violam as leis contra a tortura. Ele prometeu descobrir e tomar medidas se for preciso.
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