EUA vêem sinais de "limpeza étnica" no Quênia
ADIS ABEBA (Reuters) - Há claros sinais de "limpeza étnica" no vale do Rift, oeste do Quênia, desde a polêmica eleição de 27 de dezembro, mas isso não chega a caracterizar um genocídio, disse na quarta-feira a principal diplomata norte-americana para a África.
"Houve um esforço organizado para expulsar pessoas do vale do Rift. É claramente limpeza étnica, (mas) não considero genocídio", disse a secretária-assistente de Estado Jendayi Frazer a jornalistas, durante visita à Etiópia. "O ciclo de retaliação foi longe demais e se tornou mais perigoso."
O repentino mergulho do Quênia no caos -- onde mais de 850 pessoas morreram nos confrontos étnico-partidários -- horrorizou as potências mundiais, afetou a economia mais promissora da região e destruiu a imagem do país como uma nação estável e destino seguro para turistas.
Frazer disse que os EUA querem uma investigação sobre a violência, inclusive a morte de civis por policiais, e que os responsáveis devem ser punidos. Ela pediu a todos os líderes quenianos que evitem a retórica inflamatória.
Os distúrbios começaram depois que a oposição acusou o presidente Mwai Kibaki de fraude no pleito que o reelegeu.
(Por Tsegaye Tadesse)
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