FBI refuta alegação de Trump sobre escutas e confirma inquérito sobre laços com Rússia

segunda-feira, 20 de março de 2017 15:15 BRT
 

Por Patricia Zengerle e Warren Strobel

WASHINGTON (Reuters) - O diretor do FBI contestou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicamente nesta segunda-feira, questionando alegações do republicano segundo as quais o ex-presidente Barack Obama monitorou sua campanha eleitoral em 2016 e confirmando que a agência iniciou uma investigação criminal sobre qualquer possível conluio entre a campanha de Trump e a Rússia.

James Comey disse em uma audiência no Congresso que não encontrou nenhum indício que sustente a afirmação de Trump de que Obama ordenou a instalação de escutas na Trump Tower, seu quartel-general de campanha em Nova York.

No começo de março Trump criou polêmica ao tuitar, sem oferecer provas, que Obama vigiou sua campanha durante a disputa presidencial contra a democrata Hillary Clinton.

"Com respeito aos tuítes do presidente sobre as supostas escutas dirigidas a ele pelo governo prévio, não tenho informações que sustentem estes tuítes", disse Comey na audiência do Comitê de Inteligência da Câmara dos Deputados.

"E analisamos cuidadosamente dentro do FBI. O Departamento de Justiça me pediu para compartilhar com vocês que a resposta é a mesma para o Departamento de Justiça e todos seus componentes: o departamento não tem informações que sustentem estes tuítes".

O comitê está investigando acusações de que a Rússia tentou influenciar a eleição de 2016 invadindo os computadores de funcionários democratas e divulgando dados constrangedores. Moscou nega as alegações.

Comey confirmou que o FBI está averiguando desde julho os possíveis esforços do governo russo para interferir na votação, incluindo quaisquer ligações entre a campanha de Trump e Moscou.

"Por ser uma investigação aberta, em andamento e ser confidencial, não posso dizer mais sobre o que estamos fazendo e quais condutas estamos examinando", disse o chefe da Polícia Federal dos EUA.   Continuação...

Diretor do FBI Comey em audiência na Câmara dos Depurados dos EUA
20/3/2017    REUTERS/Joshua Roberts