Chefe da OEA vai a Honduras para diálogo sobre golpe

quinta-feira, 2 de julho de 2009 17:33 BRT
 

Por Mica Rosenberg

TEGUCIGALPA (Reuters) - A Organização dos Estados Americanos (OEA) planeja enviar na sexta-feira uma missão a Honduras para exigir a restituição do presidente Manuel Zelaya. Enquanto isso, os líderes interinos do país tentam reunir apoio para o golpe que derrubou Zelaya.

O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, disse na Guiana nesta quinta-feira que viajará para Honduras na sexta com funcionários da organização para conversar com o governo instaurado no país.

Zelaya afirmou que Insulza viajará a Honduras para dar um ultimato ao governo interino e não para negociar. "Ele vai informar do ultimato, não vai negociar absolutamente nada", declarou o presidente deposto em entrevista coletiva no Panamá.

A OEA deu um ultimato ao governo interino de Honduras para que reconduza Zelaya ao poder até o próximo sábado, do contrário será suspensa do bloco, do qual fazem parte quase todos os países do hemisfério ocidental, incluindo os Estados Unidos.

O grupo no poder em Honduras rejeitou até agora qualquer tentativa de retorno de Zelaya, que foi deposto por um golpe militar no domingo, em meio a um conflito sobre a reeleição do presidente. Mas a visita da missão da OEA pode representar a primeira oportunidade de um arranjo negociado para a maior crise política na América Central nos últimos 20 anos.

O golpe em Honduras se tornou um teste para a diplomacia regional e o compromisso dos EUA de apoiar a democracia na América Latina. Os defensores do golpe, liderados pelo líder interino, Roberto Micheletti, argumentam que a remoção de Zelaya foi legal, já que foi ordenada pela Corte Suprema depois de o presidente ter tentado estender de modo ilegal seu mandato de quatro anos.

A TV estatal mostrou imagens de uma manifestação de milhares de pessoas contra Zelaya, muitas vestindo roupas com as cores nacionais, o branco e o azul, nas ruas da principal cidade industrial do país, San Pedro Sula.

A emissora ignorou um protesto pró-Zelaya, praticamente do mesmo tamanho, na capital, Tegucigalpa.  Continuação...

 
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