Região cafeicultora brasileira sofre com criminalidade
Por Peter Murphy
ALFENAS, Minas Gerais (Reuters) - Um fazendeiro assassinado, furto de máquinas, dinheiro e armas em fazendas e roubo de carga a caminho dos portos. Crimes como esses inquietam as belas cidades cafeicultoras brasileiras e elevam os custos dos produtores de café.
"Tivemos problemas com quadrilhas roubando café e caminhões. Fomos obrigados a obter uma escolta armada para proteger as cargas por todo o trajeto até o porto de Santos", disse Washington Rodrigues, diretor da Ipanema Coffees, uma das maiores fazendas de café do mundo.
Os ladrões que desfalcaram nove contêineres com café da empresa no caminho para o principal porto brasileiro deram um prejuízo de 200 mil reais e causaram uma surpresa desagradável quando os contêineres chegaram ao seu destino, no exterior.
"Quando foram abertos, havia apenas areia e tijolos", disse Rodrigues, contado como os ladrões retiraram o café por meio de um buraco feito na lateral do contêiner, deixando as portas intactas.
As metrópoles brasileiras são conhecidas pela criminalidade endêmica, retratada em filmes como "Cidade de Deus", mas os furtos e alguns assaltos nas áreas rurais do país que é o maior produtor de café do mundo colocam em alerta fazendeiros e comerciantes.
Alguns exportadores uniram-se para levar o café até os portos em comboios a fim de dividir os custos das escoltas armadas. A Ipanema Coffees agora reabre seus contêineres na chegada aos portos e fotografa o produto antes de embarcá-lo.
"O custo adicional total para essa precaução e para a escolta é de cerca de 3 reais por saca," afirmou ele.
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