Governo sírio nega responsabilidade em massacre
AMÃ, 27 Mai (Reuters) - As autoridades sírias negaram neste domingo responsabilidade no massacre na região Houla que matou pelo menos 109 civis, segundo ativistas.
O ataque no centro do país foi o mais violento em 14 meses da revolta contra o presidente Bashar Al Assad.
"Mulheres, crianças e idosos foram mortos. Este não é o estilo do heróico Exército sírio", disse o porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Jihad Makdesi, a repórteres em Damasco.
Makdesi disse que o ataque foi realizado por "terroristas" após combates entre rebeldes e forças leais a Assad.
"Eles (os rebeldes) foram equipados com morteiros e mísseis antitanque...", disse.
Houla é o centro de um grupo de aldeias sunitas localizadas a 20 quilômetros ao norte da cidade de Homs, no núcleo da insurreição contra o regime de Assad.
A área fica perto de uma região habitada por membros da minoria alauíta, à qual pertence Assad, que vem atuando como um centro de apoio ao presidente, de acordo com ativistas.
Ativistas da oposição em Homs disseram que o massacre começou quando as tropas sírias e milicianos leais a Assad dispararam metralhadoras em uma manifestação de força na sexta-feira, matando cinco pessoas.
Os rebeldes responderam atacando duas barricadas das forças de Assad em estradas, disseram ativistas. Continuação...

