Presidente sírio condena massacre em Houla
BEIRUTE/AMÃ, 3 Jun (Reuters) - O presidente sírio, Bashar al-Assad, condenou neste domingo o massacre "abominável" de mais de 100 pessoas em Houla, dizendo que nem mesmo monstros poderiam ter cometido tais atos, e prometeu que a crise que já dura 15 meses terminaria logo se os sírios trabalhassem em conjunto.
No discurso ao Parlamento Assad repetiu muitas das promessas feitas anteriormente de manter a repressão aos opositores que ele descreve como terroristas que estariam implementando uma conspiração estrangeira, enquanto ofereceu diálogo com as figuras da oposição que evitaram o conflito armado ou o apoio de fora.
Ele deu as declarações um dia depois de o enviado internacional Kofi Annan ter dito que o espectro da guerra civil total crescia diariamente na Síria e que o mundo precisava ver ações, não palavras, de Assad.
Em seu discurso, de uma hora de duração, Assad não forneceu uma resposta específica ao apelo de Annan por medidas ousadas para pôr fim ao conflito.
Milhares de pessoas foram mortas em repressão aos protestos contra Assad, que começaram em março do ano passado e ficaram cada vez mais militarizados, desestabilizando o vizinho Líbano e aumentando os temores de um distúrbio regional.
"Essa crise não é uma crise internacional. É uma guerra externa lançada por elementos internos", disse Assad, aparentando relaxamento enquanto falava com os parlamentares. "Se trabalharmos juntos, eu confirmo que o fim dessa situação está próximo".
O massacre de Houla no mês passado, no qual 108 pessoas foram mortas, a maioria mulheres e crianças, provocou escândalo global e alertas de que o derramamento de sangue na Síria poderia engolir o Oriente Médio.
(Por Mariam Karouny e Khaled Yacoub Oweis)
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