Fornecedores lutam para atender à demanda por aeronaves

quarta-feira, 11 de julho de 2012 16:58 BRT
 

Por Victoria Bryan e Karen Jacobs

FARNBOROUGH, Inglaterra, 11 Jul (Reuters) - As maiores fabricantes de aviões tentaram exaltar suas vultosas carteiras de pedidos para desviar a atenção da escassez de novos pedidos durante o salão aeronáutico de Farnborough nesta semana.

O desafio das fabricantes para atender a demanda a tempo depende de seus fornecedores, e não há clareza sobre se eles conseguirão lidar com isso.

A norte-americana Boeing e a rival europeia Airbus têm pedidos de mais de 8 mil aeronaves, o suficiente para mantê-las ocupadas nos próximos seis anos, mesmo sem novas encomendas, e analistas estimam que a indústria terá de elevar seu volume de produção em 45 por cento até 2015 para lidar com a demanda.

Os principais itens de discussão na feira de aviação britânica, e que não foram divulgadas novas encomendas relevantes, têm sido se fornecedores podem entregar os componentes necessários e o que fabricantes de aeronaves podem fazer para ajudar.

"Estou ouvindo muito mais sobre as discussões entre os fornecedores, as preocupações da cadeia de fornecedores e como empresas estão se posicionado para demonstrar que estão prontas para investir em capacidade futura", disse o especialista em espaço aéreo e defesa da Accenture, Damien Lasou.

Ele disse que o risco é acentuado porque um grande número de fornecedores prestam serviços a todas as fabricantes.

"Quando um de seus clientes está aumentando a taxa de produção e exigindo mais de você, você pode conseguir lidar com isso. Mas quando todos os seus clientes pedem para que você aumente o volume de produção em 10 a 15 por cento, subitamente você tem que crescer 40 a 50 por cento e é uma outra história."

Airbus e Boeing já sofreram adiamentos vergonhosos em relação a carros-chefe de sua produção, como seus modelos A380 e 787 Dreamliners, e se esforçarão para evitar atrasos relativos à cadeia de fornecedores.   Continuação...