Tensão cresce no julgamento do caso Apple-Samsung sobre patentes
Por Dan Levine
SAN JOSE, Califórnia, 10 Ago (Reuters) - Era o final de uma longa semana no tribunal, na guerra jurídica entre a Apple e a Samsung sobre patentes, e John Quinn, o advogado da Samsung estava tentando impedir que seu adversário, Bill Lee, o advogado da Apple, exibisse um documento aos jurados.
Enquanto Quinn expunha seu argumento à juíza federal Lucy Koh, fez menção a uma liminar concedida pela juíza antes do início do julgamento, sob a qual as vendas de alguns produtos da Samsung nos Estados Unidos foram bloqueadas --tema que Koh proibiu que as partes mencionassem diante do júri.
"Isso foi impróprio", disse a juíza Koh.
"Peço desculpas, meritíssima", respondeu Quinn.
"Acho difícil acreditar que não tenha sido proposital", a juíza rebateu.
Koh permitiu que o documento fosse incluído como prova, mas a advertência dela ao advogado ofereceu ao júri um vislumbre das tensões que fervilham sob os sofisticados argumentos jurídicos quanto a quem teria copiado ilegalmente a tecnologia do outro.
Quando o júri não está presente, os advogados da Samsung e da Apple trocam acusações de deslealdade, táticas indevidas de relações públicas e até mesmo manipulação de provas.
Quinn chegou a divulgar um nota para a imprensa sobre documentos que Koh não admitiu no caso, uma ação extraordinária que constitui desafio aberto à juíza e sugere que a estratégia que ele adotou é a de criar caos no tribunal. Quinn diz que sua intenção de maneira alguma era essa. Continuação...

