GE diz que novo sistema de tomografia reduz radiação

segunda-feira, 26 de novembro de 2007 16:16 BRST
 

Por Debra Sherman

CHICAGO (Reuters) - Um novo aparelho de tomografia computadorizada de alta definição, produzido pela GE Healthcare, está produzindo imagens mais claras dos órgãos internos, tecidos e ossos do corpo, e ao mesmo tempo reduzindo a exposição à radiação que pode causar câncer, se comparado a máquinas mais antigas, anunciou a empresa na segunda-feira.

A GE Healthcare, subsidiária da General Electric que fatura 17 bilhões de dólares ao ano, anunciou que seu novo aparelho de tomografia de alta definição está sob revisão das autoridades regulatórias norte-americanas e que a empresa espera lançar o produto em algum momento de 2008.

A GE Healthcare está demonstrando a nova tecnologia na reunião anual da Radiological Society of North America, esta semana, em Chicago.

A tomografia computadorizada usa raios-X para produzir imagens que permitem que os médicos estudem o interior do corpo de um paciente em busca de sinais iniciais de câncer, problemas cardíacos e outras doenças. Historicamente, a obtenção de imagens de qualidade mais alta sempre exigiu o uso de mais radiação.

A qualidade melhorada das imagens de alta definição conseguida pelos novos aparelhos de tomografia é análoga à melhora de qualidade oferecida pelos vídeos de alta definição, se comparados aos convencionais, de acordo com a empresa.

A nova tecnologia é capaz de produzir imagens que são 30 por cento mais claras, e gerá-las 100 vezes mais rápido e com metade da dosagem de radiação resultante do uso da tecnologia atual, disse Corey Miller, porta-voz da GE Healthcare.

As tomografias cardíacas podem ser realizadas com redução ainda maior da radiação, da ordem de até 83 por cento, segundo ele.

Um dos testes mais comuns com essa técnica é a angiografia coronária por tomografia computadorizada, usada para detectar doenças coronárias, que respondem por 20 por cento das mortes nos Estados Unidos. Mas recente estudo publicado no Journal of the American Medical Association concluía que as tomografias acarretavam riscos mais elevados de câncer, ao longo da vida, especialmente para as mulheres da faixa dos 20 anos de idade.