Novo investidor da Tel Italia pode não ser acionista permanente

sexta-feira, 30 de novembro de 2007 10:46 BRST
 

MILÃO (Reuters) - Um membro do grupo de novos acionistas que estão no controle da Telecom Italia descreveu a presença do grupo na operadora italiana de telecomunicações como "estável, mas não permanente".

Em entrevista publicada pelo jornal financeiro italiano Il Sole 24 Ore, na sexta-feira, o presidente do conselho do Mediobanca também afirmou que receberia positivamente um fundo de investimento de Dubai como acionista em seu banco, bem como na Generali, a maior seguradora do país. "Um fundo de Dubai seria bem-vindo como parte da base de acionistas do Mediobanca e da Generali, talvez com uma participação modesta de não mais que 2 ou 3 por cento", disse Cesare Geronzi de acordo com a publicação.

Tarak Ben Ammar, membro do conselho do Mediobanca, anunciou no passado que a chegada de um fundo do Catar, Dubai ou Abu Dhabi como investidor no banco não seria problema.

Novas ações do Mediobanca devem ser colocadas no mercado antes do final do ano, já que o banco italiano UniCredit precisa vender uma participação de 9,39 por cento a fim de obter aprovação das autoridades antitruste para sua tomada de controle de um outro banco.

O Mediobanca é o maior operador italiano no ramo de fusões e aquisições, bem como o maior investidor na Generali, com participação de cerca de 16 por cento.

Quanto à Telecom Italia, Geronzi disse que o Mediobanca e os demais acionistas haviam desempenhado um papel responsável ao adquirir participação na operadora, alguns meses atrás.

"A Telecom Italia é uma empresa estratégica para o país, e Mediobanca, Generali e Intesa Sanpaolo desempenharam seus papéis com responsabilidade", disse.

Em resposta a uma pergunta sobre seus planos de continuar na operadora, ele afirmou: "Digamos que pretendemos ser acionistas estáveis, mas não permanentes".

O Mediobanca, o banco Intesa Sanpaolo, a Generali, o grupo espanhol Telefónica e a família Benetton concluíram sua aquisição de uma participação acionária indireta mas de controle na operadora em outubro, e criaram uma holding para manter as ações.

A participação combinada que controlam por meio da holding Telco equivale a 23,6 por cento da Telecom Italia.

(Por Gilles Castonguay)