Cientistas dão início à recriação do Big Bang

quarta-feira, 10 de setembro de 2008 12:35 BRT
 

Por Robert Evans

GENEBRA (Reuters) - Cientistas do mundo todo comemoraram o fato de ter corrido tudo bem ao ser ligada, na quarta-feira, uma gigantesca máquina de colidir partículas que pretende recriar as condições do Big Bang, a grande explosão que teria dado início ao universo.

Os experimentos com o Grande Colisor de Hádrons (LHC), a maior e mais complexa máquina já fabricada, poderia dar uma nova cara ao mundo da física e revelar segredos sobre o universo e suas origens.

Os envolvidos no projeto precisaram esforçar-se para negar sugestões feitas por alguns de que o experimento poderia criar pequenos buracos negros de intensa gravidade capazes de sugar o planeta todo.

Tais temores, alimentados por escritores apocalípticos, fizeram ampliar o interesse geral na física das partículas antes de a máquina ser ligada. No entanto, cientistas de peso consideraram tais especulações "sem sentido".

A estréia do LHC, que custou 10 bilhões de francos suíços (9 bilhões de dólares), registrou-se como um ponto de luz em uma tela da sala de controle da Cern (Organização Européia de Pesquisa Nuclear), por volta das 9h30 (4h30, horário de Brasília).

"Temos um raio dentro do LHC", disse Lyn Evans, chefe do projeto, a seus colegas, que começaram a aplaudir ao ouvirem a notícia.

Os físicos e técnicos reunidos na sala de controle comemoraram em alto e bom som uma hora mais tarde quando o raio de partículas completou o trajeto horário do acelerador, concluindo com sucesso a primeira missão importante do LHC.

Os cientistas pretendem enviar raios de partículas em direções contrárias a fim de provocar pequenas colisões a uma velocidade próxima à da luz -- essa é uma tentativa de recriar em pequena escala o calor e a energia do Big Bang, um conceito sobre a origem do universo aceito por quase toda a comunidade científica.   Continuação...