Livros eletrônicos são fáceis de ler, mas papel atrai mais

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008 09:54 BRST
 

Por Robert MacMillan

NOVA YORK (Reuters) - O número de pessoas que assinam jornais pode estar em queda devido aos avanços da Internet, mas os leitores eletrônicos de livros não devem por fim ao mercado de tinta, papel, cola e encadernação.

Depois de anos de promessas e de largadas falsas, os comerciantes de livros e fabricantes de eletrônicos estão mergulhando no mundo dos livros digitais. A Sony está vendendo o Reader Digital Book por 299 dólares, enquanto a gigante do varejo online Amazon.com oferece o Kindle por 399 dólares.

Os novos leitores são mais leves que um best seller de ficção em capa dura, oferecem leitura fácil e permitem que os leitores carreguem 200 títulos em um aparelho que pesa menos de meio quilo.

Mas algumas pessoas consideram que falta alguma coisa.

"Acredito que seja a sensação de um livro, a de que alguém realmente dedicou muito esforço a escrever. Com um produto digital, isso se perde um pouco", disse Katy Farina, 21, de Montgomery, Nova Jersey.

Farina, aluna do Minneapolis College of Art & Design, estava folheando livros em uma loja Borders perto do Madison Square Garden. O aroma sutil e reconfortante dos livros tomava a loja, enquanto os leitores formavam fila nos caixas, pouco antes do horário de fechamento.

Harry Howe, que havia selecionado "Surrender is Not an Option", livro de John Bolton, antigo embaixador dos Estados Unidos na ONU, disse que talvez empregue um leitor eletrônico para blogs ou conteúdo de sites que deseje ler longe de casa, mas não para ler um romance.

"Não se trata de uma experiência física com a qual eu esteja confortável, por enquanto," disse Howe, 55, professor de contabilidade na State University of New York em Geneseo. "Por outro lado, não cresci lendo coisas em diversos sites."

Farina diz que gostaria de um leitor eletrônico para viagens, porque dessa maneira não teria de carregar tantos livros. Essa é uma das vantagens primordiais dos aparelhos, de acordo com Jane Friedman, presidente-executiva da HarperCollins Publishers Worldwide.

"Colocar 10 livros no Kindle ou no leitor da Sony é bem melhor que carregá-los", ela afirma.