"Grand Theft Auto 4" promete radicalizar ainda mais

segunda-feira, 28 de abril de 2008 16:21 BRT
 

Por Scott Hillis

SAN FRANCISCO (Reuters) - Espancamentos, roubos de carros, homicídios, embriaguez ao volante e prostitutas. Para os fãs de videogames, isso só pode significar uma coisa: "Grand Theft Auto" está de volta, com toda a sutileza de um tiro de espingarda.

O mais recente título da altamente popular e controvertida série de videogames de ação da Take-Two Interactive Software deve ser o maior produto de entretenimento do ano, com expectativa de vendas de até 400 milhões de dólares na primeira semana -- o que deixaria para trás os maiores sucessos de bilheteria de Hollywood.

Produzido pelo estúdio Rockstar, uma unidade da Take-Two comandada pelos irmãos britânicos Sam e Dan Houster, "Grand Theft Auto 4", que chega ao mercado na terça-feira, promete radicalizar ainda mais o drama criminal que fez das versões anteriores o equivalente a "O Poderoso Chefão" para a geração PlayStation.

"Sentimos também, nos últimos anos, que não houve um filme de gângster que se destacasse. Talvez pudéssemos fazer por nossa conta algo capaz de se comparar a eles", disse Dan Houser, da Rockstar, em entrevista recente à revista Variety.

O imenso poder de processamento oferecido pelos consoles de videogames Xbox 360, da Microsoft, e PlayStation 3, da Sony, permite que a Rockstar dê até mesmo a personagens secundários comportamentos e personalidades únicos.

"O jogo realmente se assemelha a um filme, agora. Os ângulos de câmera, os detalhezinhos e coisas que você costuma observar em filmes são coisas que agora se tornaram possíveis, para eles", diz Ricardo Torres, editor chefe do GameSpot, um dos mais conhecidos sites de resenha de videogames.

É claro que não poderia haver um novo "Grand Theft Auto" sem polêmica.

A série que deu aos jogadores a liberdade de atirar em policiais e de chamarem os serviços de prostitutas que depois podiam ser espancadas agora acrescenta também embriaguez ao volante e danças eróticas ao seu repertório.

"Boa parte disso é feito de maneira satírica. O humor é igual ao das versões passadas, ou seja, muito juvenil, e ao mesmo tempo uma paródia da cultura norte-americana", disse Crispin Boyer, editor executivo sênior de videogames na 1UP Network.