Cibercriminosos usam nomes de celebridades para atrair vítimas

terça-feira, 16 de setembro de 2008 17:15 BRT
 

Por Christian Wiessner

NOVA YORK (Reuters) - Procurar por informações sobre Brad Pitt e Beyonce na Web? Isso pode ser arriscado.

Uma empresa de segurança de Internet classificou o ator e a cantora como as celebridades sobre as quais buscar informações na Internet acarreta mais riscos, porque criminosos virtuais utilizam seus nomes para atrair vítimas.

A McAfee informou que fãs em busca de informação ou imagens sobre Pitt, ou downloads de protetores de tela, correm 18 por cento de risco de terem seu computador infectado por um vírus, spyware, spam, phishing ou adware.

"Os criminosos virtuais empregam inúmeros métodos, mas um dos mais simples e efetivos dentre eles é levar os consumidores a se infectarem, explorando o interesse dos norte-americanos por fofocas sobre celebridades", explicou Jeff Green, vice-presidente sênior da McAfee.

"Explorar os acontecimentos correntes, a cultura pop ou sites comumente visitados é uma maneira fácil de fazê-lo, ele acrescentou em comunicado."

Os internautas à procura de fofocas, imagens e ringtones relacionados a celebridades são muitas vezes conduzidos a sites falsos que parecem legítimos mas representam risco para a segurança de seus computadores, de acordo com a empresa.

Pitt e o cantor Justin Timberlake são os homens sobre os quais procurar informações na Internet é mais perigoso, enquanto Beyonce e Heidi Montag, estrela de "The Hills", um reality show, lideram a lista entre as mulheres.

Outras celebridades na lista de risco do McAfee incluem as cantoras Mariah Carey, Rihanna e Fergie, e os astros de cinema Angelina Jolie, Jessica Alba, Cameron Diaz e George Clooney.

Green diz que a obsessão norte-americana quanto a acompanhar o estilo de vida das celebridades faz de seus nomes alvos óbvios.

"Temos de tomar precauções ao navegar casualmente pela Internet, porque existem muitos sites que podem estar eivados de malware que infectará as máquinas dos usuários", ele afirmou, em referência a uma forma de software criada para se infiltrar em computadores sem o conhecimento de seus proprietários.