Economia fraca afetará crescimento de mercado de celulares

quarta-feira, 27 de agosto de 2008 14:48 BRT
 

Por Tarmo Virki

HELSINKI (Reuters) - O enfraquecimento da economia mundial retardará o crescimento de vendas de celulares este ano, afirmou na quarta-feira o grupo de pesquisa Gartner.

O crescimento desse mercado pode se reduzir a 11 por cento, ante os 16 por cento do ano passado, e em termos de valor em dólares se reduziria a nove por cento, ante 11 por cento, de acordo com a Gartner.

"Estamos começando a ver o impacto sobre a economia", afirmou Carolina Milanesi, analista da Gartner, acrescentando que a concorrência mais intensa e uma economia fraca poderiam prejudicar ainda mais os preços médios de venda.

"Além disso, os fabricantes de celulares estarão sob pressão para que mantenham margens saudáveis, enquanto tentam avançar nos mercados emergentes a fim de obter aumentos de vendas", ela afirmou.

Milanesi disse esperar que as vendas de celulares na Europa Ocidental atinjam em 2008 nível semelhante ao do ano passado, sustentadas por um forte crescimento no segundo semestre devido à chegada de modelos novos e atraentes ao mercado.

As vendas de celulares nessa região crucial para fabricantes como a Nokia e a Sony Ericsson se reduziram em 16 por cento no primeiro trimestre do ano e em oito por cento no segundo, em ambos os casos ante os números desses períodos em 2007.

"Há certa fraqueza em todos os países, com exceção de Alemanha e França, onde estamos vivendo mercados fortes," indicou Milanesi.

Os fabricantes de celulares em todo o mundo comercializaram 304,7 milhões de aparelhos entre abril e junho, e nos mercados em desenvolvimento as fortes vendas foram 11,8 por cento superiores às do período no ano anterior, segundo a Gartner.

A Strategy Analytics destacou que o volume de vendas nesses mercados novos superou o dos países desenvolvidos em 2005, e que no ano passado 63 por cento dos celulares adquiridos o foram em países em desenvolvimento.

A principal beneficiária desse crescimento nas vendas é a Nokia, que viu sua fatia de mercado subir a 39,5 por cento no segundo trimestre deste ano, ante os 36,7 por cento que detinha 12 meses antes, de acordo com a Gartner.