Satélite ajuda pequenas empresas de telefonia a entrar na TV

quinta-feira, 11 de outubro de 2007 14:27 BRT
 

Por Yinka Adegoke

NOVA YORK (Reuters) - Derrick Bulawa, que administra uma pequena empresa de telefonia no Estado norte-americano da Dakota do Norte, está ficando preocupado já que começou a perder alguns dos seus 6 mil assinantes para operadoras de rede de cabo que oferecem serviços de TV, Internet e telefonia.

No mês passado, ele se voltou para uma operadora de satélite comercial de propriedade da SES para lançar um serviço de televisão pela Internet, ou IPTV, com conexão rápida por satélite.

"Se eu não puder competir nas cidades onde o cabo pode oferecer serviços de telefonia, estamos mortos," afirmou Bulawa, cuja BEK Communications é uma cooperativa de propriedade dos seus clientes.

A BEK, assim como muitas outras empresas pequenas e rurais que atendem a cerca de 45 por cento da área geográfica dos EUA, enfrenta competição cada vez maior dos chamados pacotes "triple play."

Ao mesmo tempo, elas não podem pagar bilhões de dólares para construir seus próprios serviços de TV digital, como fazem empresas nacionais como Verizon Communications e AT&T .

Mas o dilema das empresas pequenas impõe uma oportunidade de negócio para que as operadoras de satélites comerciais vendam pacotes de IPTV.

Assim como o serviço IP Prime da SES Americom, a concorrente Intelsat deu início a um negócio de oferta de IPTV a pequenas operadoras de cabo e telefonia aproveitando as redes já existentes.

O IPTV permite televisão interativa, como vídeo sob demand e programação em alta definição.

"Estamos ajudando as empresas de telecomunicações de pequeno e médio porte a competir," afirmou Dave McGlade, presidente-executivo da Intelsat, maior operadora de satélite comercial, que vendeu uma fatia de 76 por cento à empresa de private equity BC Partners em junho por 4,6 bilhões de dólares.

A Cooperativa Nacional de Telecomunicações Rurais dos EUA estima que o mercado potencial de IPTV seja de 10 milhões de moradias.