Mercado de celulares desacelera com a contração da economia

segunda-feira, 14 de julho de 2008 15:27 BRT
 

Por Tarmo Virki

HELSINQUE (Reuters) - A desaceleração na economia mundial começou a prejudicar a demanda por celulares novos, o que levou o grupo de pesquisa Gartner a reduzir sua estimativa quanto ao crescimento do mercado e a Salcomp, a maior produtora mundial de carregadores para celulares, a lançar um alerta de possível redução nos lucros.

O Gartner reduziu sua projeção de crescimento para o mercado de celulares este ano para algo entre 10 e 11 por cento. No final de maio, o Gartner previa crescimento de 10 a 15 por cento no número de celulares novos vendidos em 2008.

"No mês passado, porém, o ambiente começou a afetar negativamente os mercados emergentes e os maduros", disse Carolina Milanesi, diretora de pesquisa de aparelhos móveis na Gartner, à Reuters, na segunda-feira.

No ano passado, o mercado de celulares cresceu 16 por cento em termos de volume.

Em abril, a Nokia, maior fabricante mundial de celulares, alertou que o mercado mundial de celulares se reduziria em 2008, em termos de valor em euros, o que significa que os preços médios estão caindo mais do que a alta no volume.

"Os sinais de um segundo trimestre mais fraco que o esperado começaram a surgir com a Sony Ericsson e alguns dos fabricantes de componentes", disse Milanesi.

A Sony Ericsson, quinta maior fabricante mundial de celulares, alertou em 27 de junho que não apresentaria lucro no trimestre abril-junho devido à queda na demanda por celulares mais caros, e informou que o mercado estava desafiador.

"A despeito de esperar um segundo semestre mais forte, sentimos que a fraqueza no primeiro semestre deve reduzir o crescimento anual para algo entre 10 e 11 por cento", disse Milanesi.

A Salcomp, maior fabricante mundial de carregadores para celulares, alertou que seu lucro operacional em 2008 cairia ante o nível do ano anterior, mencionando expectativas de uma queda no volume durante o segundo semestre.

As ações da Salcomp caíram 13,9 por cento, para 2,84 euros.