Buscas móveis vão se tornar negócio real em breve

quarta-feira, 17 de setembro de 2008 13:20 BRT
 

Por Tarmo Virki

HELSINKI (Reuters) - A receita publicitária das buscas na Web em aparelhos móveis está se tornando um negócio sério e pode movimentar 2,4 bilhões de dólares anuais em 2011, de acordo com uma empresa importante do setor.

A Mobile Content Networks (MCN), que afirma oferecer funções de busca mais adaptadas a aparelhos móveis do que as do Google ou Yahoo, afirmou que vinha encontrando forte demanda por parte das operadoras de telefonia móvel.

A MCN fatura ao colocar anúncios ao lado de resultados de buscas nas telas de celulares, e diz que esse mercado deve mais que dobrar a cada ano, à medida que se acelera o consumo de dados sem fio e conteúdo móvel.

"O negócio de buscas móveis começou a avançar da fase de investimento para uma fase na qual se sustentará por méritos próprios", disse Kimmo Paaso, co-fundador da MCN, em entrevista à Reuters.

À medida que as redes ganham velocidade e dado o fato de que a maioria dos celulares atuais vêm equipados com navegadores de Web, empresas de Internet como Yahoo e Google estão agindo agressivamente para oferecer serviços de buscas, e-mail, mapeamento e outros recursos usuais da Internet aos usuários de celulares.

"Não estou preocupado com eles. O que oferecem é diferente, e nos complementamos," disse Paaso.

A maioria das buscas realizadas em celulares não representa buscas de Web genéricas, mas buscas de conteúdo móvel -mais freqüentemente, música ou jogos-, pelas quais a MCN começou a cobrar dos fornecedores de conteúdo em base de pagamento por acesso.

A tecnologia da MCN, que até o momento recebeu 16 milhões de dólares em investimentos de empresas de capital para empreendimentos, é usada pelos proprietários das marcas para controlar seu relacionamento com clientes no mundo da telefonia móvel.

"No momento, o interesse das operadoras é muito forte, especialmente na Europa", disse Paaso.

A MCN espera que sua tecnologia de coleta de dados, baseada na natureza fragmentada da informação na Internet sem fio, permita que ela mantenha seu nicho de mercado diante dos serviços de busca das grandes rivais, mais adaptados à Internet tradicional.