LG Elec vê crescimento mais lento no mercado de TVs em 2009

quinta-feira, 14 de agosto de 2008 10:44 BRT
 

SEUL (Reuters) - A sul-coreana LG Electronics anunciou na quinta-feira que o mercado de televisores de telas planas estava direcionado a crescimento muito mais lento em 2009, mas manteve as metas elevadas de crescimento para seus produtos de plasma e cristal líquido.

"Nós definitivamente esperamos uma desaceleração no crescimento do mercado de televisores", disse Simon Kang, presidente da divisão de telas da LG, que produz monitores de plasma e televisores de telas planas.

Kang também disse aos jornalistas que a LG antecipava declínios significativos nos preços dos televisores no segundo trimestre, já que as quedas nos preços dos painéis permitiriam que os fabricantes cortassem preços e que a concorrência está esquentando.

A despeito das perspectivas desfavoráveis, Kang afirmou que a LG espera elevar sua participação no mercado norte-americano de televisores de cristal líquido (LCD) de entre sete e oito por cento em 2-7 a entre 12 e 13 por cento pelo final de 2008, ante a meta de "mais de 10 por cento" definida no começo deste ano.

O executivo também informou que a LG não acompanharia os rivais de maior porte, Sony e Samsung Electronics, em uma guerra de preços no vital mercado norte-americano.

"Se você tenta competir por meio de corte de preços, termina por prejudicar sua marca e sua lucratividade", disse Kang.

Ele afirmou que a recente Eurocopa de futebol e a Olimpíada de Pequim, que está em curso, "não tiveram efeito algum" sobre as vendas de televisores, ao contrário das saudáveis esperanças que o setor vinha expressando no começo do ano.

"Devido à desaceleração econômica, o mercado chinês vem apresentando muitas dificuldades", afirmou.

A divisão de telas da LG contribuiu com 29 por cento das vendas totais da empresa no segundo trimestre --mas com menos de cinco por cento de seu lucro operacional geral.

A divisão registrou modesta margem de lucro operacional de um por cento no segundo trimestre, o que ainda assim representa considerável melhora ante a margem de prejuízo líquida de cinco por cento apresentada no período em 2007.

(Por Marie-France Han e Rhee So-eui)